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Correio Braziliense

Sara Winter "pediu para ser presa" ao ameaçar Moraes, diz procurador

Um dos alvos da operação da PF que investiga fake news, a ativista Sara Winter gravou vídeo no qual diz que Alexandre de Moraes nunca mais "terá paz na vida"


postado em 27/05/2020 19:17 / atualizado em 27/05/2020 20:08

(foto: Instagram/Reprodução)
(foto: Instagram/Reprodução)
A ativista bolsonarista Sara Winter tornou-se um dos principais focos de atenção com a deflagração de operação da Polícia Federal contra suspeitos de espalhar fake news. Uma das pessoas que teve equipamentos eletrônicos apreendidos, Winter foi às redes e gravou uma crítica em tom de ameaça ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou a operação. Pois esse vídeo, na opinião do procurador Vladimir Aras, pode levá-la à prisão.

"As reações a ilegalidades têm de observar os limites da lei. Com tais declarações, esta investigada pediu para ser presa. Situação do artigo 312 do CPP, para prisão preventiva", escreveu, no Twitter, Aras, que é membro do Ministério Público Federal (MPF), integrante da Procuradoria Regional da República da 1ª Região.

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)


O artigo 312 do Código de Processo Penal, citado por Aras, diz: "A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria".


"Pior decisão da sua vida"

No vídeo, Sara diz que desejaria "trocar soco" com Moraes e afirma que o ministro "nunca mais vai ter paz na vida". "Você me aguarde, senhor Alexandre de Moraes. Nunca mais vai ter paz na sua vida. A gente vai infernizar sua vida, vamos descobrir os lugares que o senhor frequenta, a gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor... A gente vai descobrir tudo da sua vida até o senhor pedir para sair. Hoje o senhor tomou a pior decisão da sua vida", disse.



Sara Winter mora em Brasília e é uma das lideranças do grupo autointitulado "300 do Brasil", que acampou em frente ao STF. O grupo já foi chamado de "milícia armada" pelo Ministério Público do Distirto Federal e Territórios, que recomnedou ao Governo do Distrito Federal a proibição de o grupo continuar se reunindo no local.

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