Politica

Petição contra Weintraub no Banco Mundial reúne 13 mil assinaturas

''Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, está sob investigação por estar envolvido no escândalo de notícias falsas no Brasil'', diz o abaixo-assinado

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 20/06/2020 13:44

Abraham WeintraubIndicado pelo governo brasileiro para assumir um cargo no Banco Mundial após ser demitido do Ministério da Educação, Abraham Weintraub é alvo de um abaixo-assinado em inglês que pede que a nomeação do economista seja barrada. Até às 13h deste sábado (20/6), havia quase 13 mil assinaturas.

;Ajude-nos a pressionar o Banco Mundial a não aceitar a nomeação de Abraham Weintraub como diretor executivo do Brasil;, diz a petição. ;Ele é um inimigo público da educação e não fez nada de positivo durante seu mandato. Não podemos permitir que ele deixe o governo e receba um cargo em uma importante instituição internacional;, diz outro trecho.

;Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, está sob investigação por estar envolvido no escândalo de notícias falsas no Brasil;, prossegue a publicação. O caso citado na petição é sobre um inquérito do Supremo Tribunal Federal, em que o ex-ministro é investigado por pedir a prisão dos membros da Corte.

Weintraub deixa o governo após um ano e dois meses à frente do Ministério da Educação, em uma gestão marcada por polêmicas. Em um vídeo postado ao lado de Bolsonaro na quinta-feira (18/6), Weintraub afirmou que deixará o governo para assumir um cargo na direção do Banco Mundial.

Constrangimento

Como o Correio mostra neste sábado, o abaixo-assinado não é o único que quer impedir que o ex-ministro da Educação ocupe o cargo. Integrantes do banco estão se movimentando para impedir a posse no board de representantes de 189 países que possuem ações da instituição.

Ida aos EUA

Em meio a tudo isso, Weintraub deixou o Brasil e desembarcou, neste sábado, em Miami, nos Estados Unidos. Ele usou o passaporte diplomático, que tinha por ser ministro de Estado, para entrar no país. Sem o documento, o economista não conseguiria entrar nos EUA, já que há restrições impostas aos brasileiros por causa da pandemia da covid-19. Horas após a chegada dele, Bolsonaro o exonerou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

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