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Ouvir por 24 minutos pode diminuir a ansiedade, diz estudo

Por Lara
16/03/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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A ansiedade tem sido descrita por especialistas como um dos grandes desafios da saúde mental neste século, afetando milhões de pessoas em diferentes faixas etárias e contextos sociais. Entre as diversas estratégias estudadas para aliviar sintomas, a música e, em especial, as chamadas batidas binaurais, ganham espaço em pesquisas recentes. Essa abordagem busca atuar de forma complementar a tratamentos já estabelecidos, como psicoterapia e medicamentos, oferecendo uma alternativa de baixo custo e fácil acesso.

Um estudo conduzido pela Universidade Metropolitana de Toronto, no Canadá, analisou o impacto da música binaural em pessoas com sintomas de ansiedade, comparando-a com sons ambientes conhecidos como “ruído rosa”, como o barulho de ondas do mar ou folhas ao vento. A investigação envolveu 144 participantes e buscou medir, de maneira objetiva, em quanto tempo a estimulação sonora poderia reduzir manifestações físicas e mentais de ansiedade, como inquietação, taquicardia e dificuldade de concentração.

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O que é música binaural e como a estimulação auditiva por batida funciona?

A batida binaural é um fenômeno sonoro que surge quando o cérebro recebe duas frequências ligeiramente diferentes, uma em cada ouvido, por meio de fones estéreo. O método, conhecido como Auditory Beat Stimulation (ABS) ou estimulação auditiva por batida, leva o cérebro a perceber uma “terceira” frequência, que na verdade é uma espécie de ilusão auditiva. Pesquisadores sugerem que essa frequência percebida pode sincronizar a atividade das ondas cerebrais com determinados estados mentais.

De forma simplificada, a música binaural é produzida com duas notas próximas, por exemplo, 200 Hz em um ouvido e 208 Hz no outro. O cérebro interpreta a diferença — no caso, 8 Hz — como uma batida rítmica interna. Essa batida estaria relacionada a ritmos cerebrais associados a relaxamento, foco ou até sono profundo, dependendo da faixa de frequência utilizada. Por esse motivo, playlists de batidas binaurais costumam ser organizadas em categorias como “relaxar”, “meditar” ou “dormir”.

Música binaural ajuda mesmo na ansiedade?

No estudo canadense, os participantes foram distribuídos em quatro grupos. Um deles fez parte do grupo de controle, ouvindo 24 minutos de ruído rosa. Os demais grupos escutaram faixas musicais com batidas binaurais por períodos de 12, 24 e 36 minutos. Todas as faixas tinham três minutos de duração, repetidas conforme o tempo total definido para cada grupo. A intenção era identificar se havia um “ponto ideal” de exposição à música binaural para redução da ansiedade.

Os pesquisadores observaram que a exposição de 24 minutos de música binaural se destacou como um tempo particularmente eficiente. De acordo com os dados divulgados, esse período gerou uma redução de ansiedade cognitiva até oito vezes maior do que a observada no grupo que ouviu apenas ruído rosa. Além disso, houve queda de até 50% nos sinais de ansiedade somática, como batimentos cardíacos acelerados e sensação de frio na pele. Importante destacar que 66 dos 144 participantes faziam uso de medicamentos como inibidores seletivos de recaptação de serotonina, o que indica que a técnica foi avaliada também em pessoas sob tratamento farmacológico.

Como usar batidas binaurais de forma segura no dia a dia?

A partir desses resultados, cresce o interesse em incorporar a estimulação auditiva por batida à rotina como um recurso complementar para o manejo da ansiedade. Embora cada pessoa possa reagir de forma diferente, algumas orientações práticas são frequentemente citadas por profissionais ao abordar o uso da música binaural:

  • Utilizar fones de ouvido estéreo, já que o efeito binaural depende da diferença de frequência entre os dois ouvidos.
  • Escolher faixas com finalidade clara (relaxamento, foco, sono), descritas pelo produtor do áudio.
  • Começar com sessões de cerca de 20 a 25 minutos, observando como o corpo reage.
  • Evitar o uso enquanto se realiza atividades que exigem atenção total, como dirigir.
  • Preferir um ambiente tranquilo, com iluminação suave e postura confortável.

Para quem busca uma rotina mais estruturada, algumas pessoas costumam seguir passos simples ao incluir a música binaural em momentos de descanso ou preparo para dormir:

  1. Escolher um horário do dia em que seja possível ficar sem interrupções.
  2. Sentar ou deitar em posição confortável, com o celular em modo silencioso para chamadas.
  3. Colocar os fones, ajustar o volume em nível moderado e iniciar a faixa selecionada.
  4. Manter a atenção na respiração, deixando os pensamentos passarem sem tentar controlá-los.
  5. Ao término da sessão, levantar-se devagar, percebendo se houve mudança na tensão muscular e no ritmo cardíaco.

Música e tratamento da ansiedade podem caminhar juntos?

Especialistas em saúde mental costumam ressaltar que a música, inclusive as batidas binaurais para ansiedade, não substitui terapias consolidadas, como psicoterapia e medicação prescrita por profissionais habilitados. No entanto, o estudo da Universidade Metropolitana de Toronto sugere que esse recurso pode atuar como um aliado, especialmente para quem já está em acompanhamento e busca estratégias adicionais para lidar com sintomas no dia a dia.

De maneira geral, a combinação de abordagens tende a ser mais observada em planos de cuidado que incluem atenção ao sono, atividade física regular, alimentação e técnicas de relaxamento. Nesse cenário, a música binaural aparece como mais uma ferramenta disponível, acessível por aplicativos e plataformas de streaming. A pesquisa recente indica que, usada com critério e orientação quando necessário, essa forma de estimulação sonora pode contribuir para momentos de maior tranquilidade em pessoas que convivem com a ansiedade.

FAQ sobre saúde mental

1. O que é saúde mental e por que ela é importante?
Saúde mental refere-se ao bem-estar emocional, psicológico e social de uma pessoa. Ela influencia como pensamos, sentimos e agimos em diferentes situações. Cuidar da saúde mental é tão essencial quanto cuidar da saúde física, pois ambos os aspectos se interligam. Entretanto, muitas vezes sinais de sofrimento emocional são ignorados, o que pode agravar quadros já existentes. Portanto, dar atenção às emoções, buscar apoio quando necessário e manter hábitos saudáveis são pilares fundamentais para uma vida mais equilibrada.

2. Como o sono afeta a saúde mental?
O sono tem papel central na regulação do humor, da memória e da capacidade de lidar com o estresse do dia a dia. Noites mal dormidas de forma recorrente podem contribuir para irritabilidade, dificuldade de concentração e maior sensibilidade emocional. Entretanto, não se trata apenas da quantidade de horas, mas também da qualidade do sono. Portanto, criar uma rotina para dormir, evitar telas muito brilhantes antes de deitar e ter um ambiente silencioso e confortável são estratégias que podem ajudar. Então, caso dificuldades de sono sejam persistentes, é recomendável procurar avaliação profissional.

3. Qual a relação entre alimentação e saúde mental?
Alimentação equilibrada está diretamente relacionada ao funcionamento do cérebro e à regulação de neurotransmissores. Uma dieta variada, com frutas, legumes, grãos integrais e fontes adequadas de proteína, tende a favorecer maior disposição e estabilidade de humor. Entretanto, o consumo excessivo de ultraprocessados, açúcar e bebidas estimulantes pode estar associado a oscilações de energia e sensação de cansaço constante. Portanto, cuidar da alimentação é também uma forma de cuidar da mente. Então, em casos específicos, a orientação de um nutricionista pode complementar o acompanhamento em saúde mental.

4. Exercícios físicos podem contribuir para a saúde mental?
A prática regular de atividade física está associada à liberação de substâncias relacionadas à sensação de bem-estar, como endorfinas. Movimentar o corpo pode melhorar o humor, aumentar a disposição e favorecer a qualidade do sono. Entretanto, não é necessário iniciar com treinos intensos ou longos; caminhadas leves, alongamentos e exercícios de baixa intensidade já podem trazer benefícios. Portanto, encontrar uma atividade prazerosa e adequada à condição física é um passo importante. Então, antes de começar, pessoas com questões de saúde específicas devem buscar orientação profissional.

5. Quando é o momento de procurar um psicólogo ou psiquiatra?
É recomendável buscar ajuda profissional quando emoções difíceis, como tristeza intensa, irritabilidade ou desmotivação, passam a interferir na rotina, nos relacionamentos ou no desempenho no trabalho e nos estudos. sinais como perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas ou mudanças significativas em sono e apetite merecem atenção. Entretanto, não é preciso “chegar ao limite” para procurar apoio: muitas pessoas se beneficiam de acompanhamento preventivo. Portanto, psicólogos e psiquiatras podem oferecer orientações, tratamento e suporte personalizados. Então, caso haja dúvida, uma primeira consulta já pode esclarecer qual o tipo de cuidado mais adequado.

6. Técnicas de relaxamento realmente ajudam na saúde mental?
Técnicas de relaxamento, como respiração profunda, meditação guiada, alongamento suave e relaxamento muscular progressivo, são amplamente utilizadas como recursos complementares em saúde mental. Essas práticas podem auxiliar na percepção do próprio corpo, na redução de tensão muscular e na melhora da concentração. Entretanto, cada pessoa responde de forma diferente, e o que funciona bem para uma pode não ser o ideal para outra. Portanto, testar diferentes métodos e observar os efeitos no dia a dia é uma boa estratégia. Então, quando praticadas de forma regular, essas técnicas tendem a se tornar ferramentas úteis em momentos de maior pressão emocional.

7. Como familiares e amigos podem apoiar alguém com dificuldades emocionais?
O apoio social é um fator protetor importante em saúde mental. ouvir com atenção, sem julgamentos e sem apressar a outra pessoa a “melhorar logo”, costuma ser mais útil do que oferecer conselhos prontos. Entretanto, é comum que familiares e amigos se sintam inseguros sobre o que dizer ou fazer. Nesses casos, demonstrar disponibilidade, perguntar como a pessoa prefere ser ajudada e incentivar, de forma respeitosa, a busca por ajuda profissional são atitudes valiosas. Portanto, o objetivo não é “resolver” o problema do outro, mas estar ao lado dele no processo. Então, se a situação parecer muito complexa ou grave, orientar a procura por serviços de saúde é fundamental.

8. O uso de telas e redes sociais pode impactar a saúde mental?
O uso prolongado de telas e redes sociais pode influenciar a forma como as pessoas se percebem e se relacionam. A comparação constante com padrões de vida idealizados pode gerar sentimentos de inadequação ou baixa autoestima em algumas pessoas. Entretanto, as tecnologias também oferecem benefícios, como acesso a informação, contato com pessoas queridas e recursos de autocuidado. Portanto, o ponto central costuma ser o equilíbrio e o uso consciente. Então, estabelecer limites de tempo, selecionar conteúdos mais saudáveis e fazer pausas regulares ao longo do dia são estratégias que podem favorecer um relacionamento mais saudável com o ambiente digital.

Tags: ansiedadebatida binauralmúsica binauralouvir músicasaúdesaúde mental
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