Apesar dos desafios persistentes, as ações de combate ao desmatamento do Ibama em 2026 apresentam resultados históricos. Segundo dados do sistema Deter/Inpe, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, os alertas na Amazônia caíram 35% — o menor nível da série histórica — e no Cerrado, a redução foi de 6%. A estratégia do órgão concentra-se em áreas críticas dos dois biomas, com fiscalização intensificada e uso de tecnologia.
A nova abordagem visa desarticular redes criminosas, e para isso, o número de operações de fiscalização ambiental na Amazônia cresceu 148% em relação ao ciclo anterior, resultando em um aumento de 65% nas apreensões de madeira. O Ibama também fortalece parcerias com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Funai para executar ações mais eficazes.
Amazônia: resultados positivos em áreas de pressão
Na Amazônia, o foco principal permanece no chamado “arco do desmatamento”, que inclui o sul do Amazonas, o norte de Mato Grosso e áreas do Pará ao longo da rodovia BR-163. Embora a pressão da fronteira agrícola e da extração ilegal de madeira continue forte, é justamente nessas regiões que o monitoramento intensificado tem gerado resultados expressivos. Os dados do sistema Deter, que gera alertas em tempo real, confirmam a queda recorde nos alertas, indicando que a estratégia de fiscalização está sendo bem-sucedida em conter a devastação.
Cerrado: Matopiba sob vigilância reforçada
O Cerrado, especialmente na fronteira agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), continua sendo um ponto de atenção. No entanto, as ações de fiscalização também mostram avanços, com uma redução de 6% nos alertas de desmatamento no mesmo período. As operações no bioma focam na verificação de licenças de supressão de vegetação e no combate ao desmatamento ilegal em áreas de reserva legal e de preservação permanente, buscando proteger bacias hidrográficas vitais para o país.
Tecnologia e inteligência contra o crime ambiental
A estratégia de fiscalização do Ibama vai além das operações em campo, com forte investimento em inteligência para identificar os financiadores dos crimes ambientais. O foco está na responsabilização criminal e no bloqueio de bens dos envolvidos. Como resultado direto dessa abordagem, as áreas embargadas pelo órgão cresceram 51% em comparação a 2022. O uso de drones e a análise de imagens de satélite são rotineiros para mapear a devastação com precisão, permitindo planejar operações mais seguras e assertivas para proteger os biomas brasileiros.







