Com a divulgação de novos levantamentos sobre o cenário político e a avaliação do governo, muitas pessoas se perguntam como as pesquisas da Quaest são realizadas. Entender a metodologia por trás dos números é fundamental para interpretar os resultados com precisão e compreender o retrato de um momento específico da opinião pública no país.
A base de qualquer pesquisa de opinião confiável é a amostragem. O objetivo é entrevistar um grupo menor de pessoas que represente fielmente o perfil da população total, seja de uma cidade, estado ou de todo o Brasil. Para isso, o instituto utiliza dados oficiais, como os do Censo Demográfico do IBGE, para definir as cotas de entrevistados.
A escolha dos entrevistados
A seleção busca espelhar as características da população brasileira. São considerados fatores como gênero, faixa etária, nível de escolaridade, renda familiar e a região do país onde a pessoa vive. Dessa forma, garante-se que todos os segmentos sociais estejam representados proporcionalmente na amostra final.
A escolha das pessoas que responderão aos questionários acontece de forma aleatória dentro desses grupos pré-definidos. Essa aleatoriedade é crucial para evitar vieses e garantir que as opiniões coletadas não favoreçam um grupo específico.
Como as entrevistas são feitas?
As pesquisas eleitorais da Quaest são realizadas predominantemente de forma presencial e domiciliar. Isso significa que entrevistadores vão até as residências dos eleitores sorteados para aplicar os questionários face a face. Para garantir a precisão e a segurança do processo, as entrevistas são registradas em tablets ou dispositivos eletrônicos que utilizam geolocalização, permitindo a verificação em tempo real do local onde a coleta foi feita.
O processo de seleção dos domicílios segue um método de amostragem em múltiplos estágios. Primeiramente, são sorteados os municípios que farão parte do levantamento; em seguida, os setores censitários (pequenas áreas geográficas definidas pelo IBGE) dentro desses municípios; e, por fim, os domicílios dentro de cada setor. Embora o instituto possa utilizar outras metodologias, como painéis online para estudos de mercado específicos, seu método principal para pesquisas eleitorais é o presencial-domiciliar, considerado um dos mais robustos para retratar o cenário político.
Margem de erro e nível de confiança
Toda pesquisa baseada em amostragem possui uma margem de erro. Ela indica a variação máxima esperada para os resultados. Se um candidato aparece com 40% das intenções de voto e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, seu resultado real na população pode variar de 38% a 42%.
O nível de confiança, geralmente de 95%, complementa essa informação. Ele significa que, se a mesma pesquisa fosse repetida 100 vezes com amostras diferentes, em 95 delas os resultados estariam dentro da margem de erro estabelecida. No caso de pesquisas eleitorais, todos os levantamentos são registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde é possível consultar detalhes como o período de coleta, o número de entrevistados e o questionário aplicado.










