Com o aumento dos casos de dengue no Brasil e a circulação de variantes da Covid-19, diferenciar os sintomas das duas doenças tornou-se um desafio comum. Febre alta, dor de cabeça e cansaço extremo são sinais presentes em ambos os quadros, gerando dúvidas sobre como agir corretamente em casa ao primeiro sinal de mal-estar.
A confusão inicial ocorre porque as duas infecções podem começar de forma muito parecida. Os sintomas que mais se sobrepõem incluem a febre, geralmente acima de 38°C, e a dor intensa pelo corpo e nas articulações, que muitas vezes dificulta as atividades diárias. O cansaço e a dor de cabeça também são queixas frequentes nos dois diagnósticos.
As principais diferenças entre Dengue e Covid
Apesar das semelhanças, alguns sinais ajudam a distinguir os quadros. A dengue costuma apresentar sintomas mais específicos que não estão associados à Covid-19. Fique atento a estes sinais, que podem indicar um caso de dengue:
- Dor atrás dos olhos: uma dor aguda na região retro-orbital é um dos sintomas mais clássicos da dengue e raramente aparece em outras viroses.
- Manchas vermelhas na pele: conhecidas como exantema ou rash cutâneo, essas manchas costumam surgir entre o terceiro e o quinto dia de febre, principalmente no tronco e nos membros.
- Ausência de sintomas respiratórios: casos de dengue geralmente não envolvem tosse, dor de garganta ou coriza, que são muito comuns na Covid-19.
Por outro lado, a Covid-19 se diferencia principalmente pela presença de sintomas respiratórios. Se você apresentar os seguintes sinais, a suspeita recai mais sobre a infecção pelo coronavírus:
- Tosse, dor de garganta e coriza: o trio de sintomas respiratórios é a marca registrada da Covid-19 desde as primeiras variantes.
- Perda de olfato ou paladar: embora menos comum atualmente, a alteração súbita nesses sentidos ainda é um forte indicativo da doença.
- Dificuldade para respirar: a falta de ar é um sinal de alerta importante e indica a necessidade de procurar atendimento médico imediato.
O que fazer em caso de suspeita?
Ao sentir os primeiros sintomas, a principal recomendação é evitar a automedicação. Medicamentos como anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno e nimesulida, por exemplo) são contraindicados na suspeita de dengue, pois aumentam o risco de hemorragias. Dê preferência a medicamentos sintomáticos como paracetamol ou dipirona, sempre com orientação.
Manter o corpo hidratado é fundamental em ambos os casos. A ingestão de água, sucos e soro caseiro ajuda a combater a desidratação causada pela febre. O repouso também é essencial para a recuperação do organismo. A orientação médica é indispensável para confirmar o diagnóstico. Apenas um profissional de saúde poderá solicitar os exames necessários e indicar o tratamento correto para evitar complicações graves.
É importante ressaltar que a prevenção continua sendo a melhor abordagem. Mantenha a vacinação em dia tanto para a Covid-19, com as doses de reforço recomendadas, quanto para a dengue, cuja vacina já está disponível e é uma ferramenta importante no combate à doença.









