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Parada cardiorrespiratória: como identificar e o que fazer

Por Larissa
07/05/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / pixelaway

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A morte de Sacha de Moraes Carvalho, filho da deputada federal Heloísa Helena, aos 42 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória, trouxe à tona a importância de saber como agir em uma emergência. A condição acontece quando o coração para de bater de forma inesperada, o que interrompe o fluxo de sangue para o cérebro e outros órgãos vitais. Reconhecer os sinais e iniciar os primeiros socorros imediatamente aumenta as chances de sobrevivência.

Diferente do infarto, no qual o coração continua batendo apesar do bloqueio de uma artéria, na parada cardiorrespiratória as funções cardíaca e respiratória cessam por completo. Agir nos primeiros minutos é crucial, pois a cada minuto sem atendimento, a chance de a pessoa sobreviver diminui consideravelmente.

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Como identificar uma parada cardiorrespiratória

Identificar a emergência é o primeiro passo. A vítima de uma parada cardiorrespiratória apresenta sinais claros e súbitos. O principal deles é a perda de consciência, em que a pessoa não responde a chamados ou toques. Observe também a respiração: ela pode estar ausente ou ser irregular e ruidosa, um tipo de respiração ofegante conhecida como gasping.

Outro sinal é a ausência de pulso. Se você for treinado para isso, pode verificar o pulso no pescoço. No entanto, para leigos, a recomendação é focar na falta de resposta e na ausência de respiração normal para não perder tempo. A pele da pessoa também pode ficar pálida ou azulada (cianótica), especialmente nos lábios e unhas.

O que fazer passo a passo

Se você presenciar alguém com esses sinais, siga um protocolo de ação para garantir um socorro eficaz até a chegada da ajuda profissional. Manter a calma é fundamental para executar as etapas corretamente.

  • Garanta a segurança: antes de tudo, verifique se o local está seguro para você e para a vítima.
  • Verifique a consciência: aproxime-se da pessoa, toque em seus ombros e chame-a em voz alta para ver se ela responde.
  • Chame por ajuda: se não houver resposta, ligue imediatamente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192, ou para o Corpo de Bombeiros, no 193. Se houver outra pessoa por perto, peça que ela procure um Desfibrilador Externo Automático (DEA). Coloque o celular no viva-voz para poder ouvir as orientações do atendente enquanto age.
  • Inicie a massagem cardíaca (RCP): posicione a pessoa de costas em uma superfície firme e plana. Ajoelhe-se ao lado dela e posicione a base de uma de suas mãos no centro do peito, sobre o osso esterno. Coloque a outra mão por cima e entrelace os dedos.
  • Faça as compressões: com os braços esticados, use o peso do seu corpo para comprimir o peito da vítima a uma profundidade de 5 a 6 centímetros. Mantenha um ritmo rápido e constante, de 100 a 120 compressões por minuto. Para ter uma referência, o ritmo da música “Stayin’ Alive”, da banda Bee Gees, é um bom guia.
  • Não pare: continue as compressões sem interrupção até que a equipe de emergência chegue e assuma o socorro ou até que a vítima demonstre sinais de recuperação, como voltar a respirar normalmente.

O uso de um Desfibrilador Externo Automático (DEA), se disponível, aumenta drasticamente as chances de sobrevivência. Esses aparelhos, encontrados em muitos locais públicos, são seguros e dão instruções de voz para guiar o socorrista. Saber como agir é fundamental, e cursos de primeiros socorros são recomendados para quem deseja se aprofundar no assunto.

Tags: Parada cardiorrespiratóriasaúde
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