Uma nova pesquisa Quaest sobre a sucessão presidencial de 2026, divulgada no início de maio, aponta um cenário de empate técnico entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro, que herda o capital político de seu pai. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-01234/2026, ouviu 2.000 eleitores em todo o país e possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O cenário é diretamente influenciado pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro, que, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não pode disputar eleições até 2030. Com isso, seu filho mais velho desponta como o principal nome para representar o bolsonarismo na corrida pelo Palácio do Planalto.
Como fica a disputa com outros nomes?
Distantes dos líderes, outros pré-candidatos foram testados, mas ainda não demonstram força para romper a polarização. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), surgem como as principais alternativas, mas com percentuais significativamente menores.
Ciro Gomes, agora filiado ao PSDB, também aparece no levantamento. Ex-prefeito de Fortaleza e ex-ministro federal, ele busca se reposicionar no espectro político, mas mantém um patamar de intenções de voto semelhante ao de pleitos anteriores. Nomes como Tarcísio de Freitas, Eduardo Leite e Simone Tebet não foram incluídos neste cenário estimulado pela Quaest.
Confira os números da pesquisa estimulada:
- Luiz Inácio Lula da Silva: 36%
- Flávio Bolsonaro: 34%
- Ronaldo Caiado: 8%
- Romeu Zema: 6%
- Ciro Gomes: 4%
- Brancos/Nulos: 7%
- Não souberam/Não responderam: 5%
A longa distância até as eleições de 2026 abre espaço para mudanças, que dependerão das articulações políticas, do cenário econômico e da capacidade dos candidatos de construir uma plataforma que dialogue com as demandas do eleitorado. Os dados atuais, no entanto, reforçam a continuidade da polarização que marcou as últimas disputas presidenciais no Brasil.










