A carteira de trabalho digital facilitou a vida de muitos brasileiros, mas também abriu espaço para erros que vão do cômico ao problemático. Um caso recente em Pernambuco ilustra bem a situação: uma técnica de enfermagem descobriu que, para o sistema, ela ocupava o cargo de “presidente da República” desde 2002. O registro equivocado só foi notado quando ela buscava uma nova oportunidade de emprego.
A repercussão do caso revelou que ela não foi a única. Outras duas servidoras da mesma prefeitura tiveram o mesmo registro inusitado. Segundo especialistas, o erro provavelmente ocorreu durante a migração de dados do antigo sistema SEFIP para o e-Social. Um caso similar já havia acontecido em Brasília com um professor, mostrando que a falha não é inédita.
Quais são os erros mais comuns e como corrigir?
Situações como essa, embora pareçam raras, acendem um alerta sobre a importância de verificar os dados cadastrais. A correção é fundamental para garantir o acesso a benefícios como seguro-desemprego e aposentadoria. Inconsistências nos registros podem impedir a contratação ou até mesmo o recebimento de direitos trabalhistas.
Além de cargos bizarros, os erros mais frequentes incluem vínculos empregatícios que não foram encerrados pelo antigo empregador, dados pessoais desatualizados (como nome de solteiro) e valores de salário incorretos. A orientação é verificar periodicamente as informações no aplicativo ou no site do governo. Ao encontrar uma falha, o cidadão deve procurar primeiramente o empregador responsável pelo registro. Se não for resolvido, o passo seguinte é buscar uma unidade do Ministério do Trabalho e Emprego.










