Com o período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em andamento, criminosos intensificam a aplicação de golpes online. Páginas falsas que imitam o site oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) são usadas para roubar dados pessoais e cobrar taxas de inscrição indevidas, fazendo com que o estudante perca dinheiro e não consiga se registrar para a prova.
A fraude funciona de maneira sofisticada. Os golpistas criam sites que são cópias fiéis da “Página do Participante“, o portal oficial para as inscrições. Para atrair vítimas, eles impulsionam esses endereços fraudulentos em mecanismos de busca, fazendo com que apareçam como anúncios no topo dos resultados quando alguém procura por “inscrição ENEM”.
Ao acessar a página falsa, o estudante preenche seus dados pessoais, como CPF, identidade e endereço. Em seguida, o site gera um falso boleto ou uma chave Pix para o pagamento da taxa de inscrição. O valor transferido, no entanto, vai diretamente para a conta dos criminosos, e a inscrição no exame nunca é efetivada.
Como se proteger dos golpes ao se inscrever para o ENEM
A principal medida de segurança é acessar exclusivamente o canal oficial. O único endereço para a inscrição no ENEM é o enem.inep.gov.br/participante, e o acesso deve ser feito com a conta Gov.br. Desconfie de qualquer outro link, mesmo que o visual da página seja idêntico ao original. Sempre digite o endereço diretamente no navegador em vez de clicar em links de buscadores ou redes sociais.
Outro ponto de atenção é a URL. Sites do governo federal brasileiro sempre terminam com o domínio .gov.br. Páginas fraudulentas costumam usar variações como .com, .com.br, .org ou outras combinações que tentam parecer legítimas. Verifique o endereço na barra do navegador antes de inserir qualquer informação.
O pagamento da taxa de R$ 85, com prazo final até 10 de junho, é feito exclusivamente por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU), que pode ser paga via boleto, Pix ou cartão de crédito. No caso do Pix, o pagamento é direcionado para o Banco do Brasil, com o beneficiário sendo o Inep. Golpes geralmente usam chaves Pix associadas a CPFs de pessoas físicas ou a empresas sem relação com o governo.
Caí no golpe, e agora?
Quem foi vítima do golpe deve registrar imediatamente um boletim de ocorrência, o que pode ser feito online na delegacia virtual do seu estado. O documento é essencial para comprovar a fraude.
Em seguida, é fundamental entrar em contato com a instituição financeira de onde o pagamento foi realizado para tentar bloquear o valor e solicitar o estorno via Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. É importante agir rápido, pois as chances de reaver o dinheiro diminuem com o passar do tempo.









