A resposta direta é não: o Pix, como o conhecemos no Brasil, não funciona para pagamentos diretos no exterior. No entanto, a crescente popularidade do sistema brasileiro, que recentemente gerou debates até no governo dos Estados Unidos, impulsionou a criação de soluções que permitem usar a ferramenta em outros países de forma indireta, por meio de intermediários.
Empresas de tecnologia financeira atuam como uma ponte. O turista brasileiro faz o pagamento via Pix, em reais, para essa empresa, que por sua vez repassa o valor na moeda local para o estabelecimento comercial estrangeiro. A transação é praticamente instantânea e utiliza a leitura de um QR Code, de forma semelhante ao que já acontece no Brasil. Desde março de 2026, por exemplo, o Banco do Brasil já oferece essa modalidade em estabelecimentos físicos na Argentina por meio de parceria com o Banco Patagônia.
Qual é a melhor opção de pagamento?
A escolha entre usar o Pix por intermediários, o cartão de crédito ou levar dinheiro em espécie depende do seu perfil e dos custos envolvidos em cada operação. Entender as diferenças é fundamental para economizar durante a viagem.
- Pix (via intermediários): a principal vantagem está no custo. A operação utiliza a cotação do câmbio comercial, mais barata que o turismo, e a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é de 0,38%, a mesma de uma transferência internacional. A desvantagem é a aceitação ainda restrita.
- Cartão de crédito: é a opção mais prática e amplamente aceita no mundo. Oferece segurança e benefícios como acúmulo de pontos. O ponto negativo é o custo: a conversão é feita com base no câmbio turismo do dia do fechamento da fatura e o IOF cobrado é de 4,38% sobre o valor de cada compra.
- Dinheiro em espécie: ideal para pequenas despesas e locais que não aceitam cartões. A compra da moeda estrangeira ainda no Brasil tem IOF de 1,1%. A grande desvantagem é a falta de segurança, pois em caso de perda ou roubo não há como recuperar o valor.
E o Pix Internacional?
O Banco Central do Brasil está desenvolvendo o projeto do Pix Internacional, que permitirá transferências e pagamentos diretos entre países conectados ao sistema. A iniciativa visa reduzir custos e burocracias nas transações globais.
A previsão é que a ferramenta entre em operação a partir de 2027, quando será possível realizar transações com cerca de 60 países. Enquanto isso, as alternativas com intermediários se apresentam como uma solução viável para quem busca a praticidade do Pix fora do país.










