Uma nova geração de radares de trânsito está mudando a fiscalização nas ruas e estradas do Brasil. Conhecidos como “dedos-duros”, esses equipamentos inteligentes vão muito além de medir a velocidade dos veículos e conseguem flagrar múltiplas infrações simultaneamente, incluindo o uso do celular ao volante e a falta do cinto de segurança.
Diferente dos modelos antigos, focados apenas na velocidade, os novos aparelhos possuem câmeras de alta resolução e um software que analisa as imagens em tempo real. A tecnologia permite monitorar vários veículos em diferentes faixas ao mesmo tempo, identificando comportamentos de risco que antes passavam despercebidos pela fiscalização eletrônica.
O funcionamento é baseado na captura de imagens nítidas do interior dos veículos. O sistema é programado para reconhecer padrões específicos de infrações. Ao detectar um motorista segurando um celular ou sem o cinto, por exemplo, o equipamento registra a cena e envia os dados para uma central de monitoramento.
Nessa central, um agente de trânsito é responsável por validar a imagem e confirmar se a infração realmente ocorreu. Apenas após essa checagem humana a multa é emitida, o que garante maior precisão e evita autuações indevidas por falhas do sistema. O processo assegura a legalidade da notificação.
O que os radares inteligentes podem flagrar?
A capacidade desses equipamentos é ampla e, segundo especialistas, pode ser configurada para identificar até 82 tipos diferentes de infrações. A lista de irregularidades varia conforme a programação de cada aparelho, mas visa coibir algumas das principais causas de acidentes. Entre as mais comuns estão:
- Uso de celular ao dirigir.
- Falta do cinto de segurança para motorista e passageiros.
- Conversões e retornos em locais proibidos.
- Avanço do sinal vermelho.
- Parada sobre a faixa de pedestres.
- Tráfego em faixas exclusivas para ônibus ou outros veículos.
- Excesso de velocidade.
Esses sistemas já estão em operação em locais como o Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, e em trechos da BR-101, no Espírito Santo, além de estarem em fase de testes em outras capitais e rodovias federais. O objetivo principal é aumentar a segurança no trânsito, desestimulando práticas perigosas que não eram captadas pelos radares convencionais.






