A recente atuação de Guéla Doué pela seleção da Costa do Marfim em um amistoso pré-Copa do Mundo 2026 reacendeu o debate sobre o caminho para o estrelato. No jogo contra a França, o jogador foi decisivo na vitória de virada por 2 a 1, marcando o gol de empate e dando a assistência para o segundo. Seu desempenho serve de inspiração e acende em milhares de jovens o sonho de uma carreira profissional. Contudo, transformar o talento em uma profissão sólida exige um percurso longo, disciplinado e estratégico.
O caminho para se tornar um jogador de futebol profissional começa muito antes dos grandes estádios, geralmente em escolinhas de futebol. É nesse ambiente, muitas vezes a partir dos 6 ou 7 anos, que a criança ou o adolescente aprende os fundamentos técnicos e táticos, desenvolve a disciplina e entende a importância do trabalho em equipe. A dedicação nos treinos desde cedo, sem abandonar os estudos, constrói a base para os desafios futuros.
A vitrine das peneiras
Após a fase de aprendizado inicial, o próximo passo é buscar visibilidade em clubes maiores. As famosas “peneiras”, ou testes de seleção, são a principal porta de entrada para as categorias de base de equipes como Flamengo, Corinthians e São Paulo. Essa etapa é extremamente competitiva, reunindo centenas de jovens para pouquíssimas vagas. A preparação física e, principalmente, a mental são cruciais para se destacar em um ambiente de alta pressão.
Ser aprovado em um teste é apenas o começo. A vida nas categorias de base de um clube grande, como foi a de craques como Vini Jr. e Endrick, envolve uma rotina intensa. Os treinos são diários e exigem alto rendimento, conciliados com a vida escolar. Muitos atletas deixam suas cidades e famílias, passando a morar nos alojamentos do clube, o que exige maturidade e foco.
A gestão da carreira profissional
Conforme o atleta avança nas categorias de base e se aproxima do time principal, outros elementos se tornam fundamentais. A figura do empresário ganha importância para gerenciar a carreira, negociar contratos e cuidar dos aspectos burocráticos. Ter um bom representante pode ser decisivo para garantir as melhores oportunidades no mercado.
Além do suporte profissional, o jogador precisa desenvolver uma mentalidade resiliente. Lidar com a pressão da torcida, a concorrência por uma vaga no time titular e o risco de lesões faz parte do dia a dia. Manter o equilíbrio emocional e o foco nos objetivos é o que diferencia os bons jogadores daqueles que realmente alcançam o sucesso e conseguem construir uma carreira longa e vitoriosa no esporte.








