A morte de um morador do Distrito Federal após um acidente em uma piscina em Pirenópolis (GO) acende um alerta sobre os perigos na água. Saber como agir em uma emergência, seja por afogamento ou por um trauma, como uma pancada na cabeça, pode ser a diferença entre a vida e a morte até a chegada do socorro especializado.
O primeiro passo é sempre o mesmo: peça ajuda imediatamente. Ligue para o Corpo de Bombeiros (193) ou para o SAMU (192) e, enquanto o resgate não chega, avalie a cena para garantir sua própria segurança antes de tentar ajudar. Tentar um resgate sem preparo pode transformar uma vítima em duas.
Se a pessoa estiver se afogando, jogue um objeto que flutue, como uma boia ou prancha, em vez de pular na água. Após retirar a vítima da água com segurança, deite-a de costas em uma superfície firme e verifique se ela está consciente e respirando.
Primeiros socorros em caso de afogamento
Caso a vítima não esteja respirando, inicie imediatamente cinco respirações de resgate (boca a boca) antes das compressões torácicas. Para fazer as ventilações, incline a cabeça da vítima para trás, levante o queixo, tape o nariz e faça cinco sopros observando se o peito sobe. Após as cinco respirações iniciais, comece as compressões torácicas. Ajoelhe-se ao lado dela e posicione as mãos sobrepostas no centro do peito, entre os mamilos. Com os braços esticados, use o peso do seu corpo para fazer compressões rápidas e fortes, afundando o peito em cerca de cinco a seis centímetros.
O ritmo ideal é de 100 a 120 compressões por minuto. Faça ciclos de 30 compressões seguidas de 2 respirações boca a boca. Continue o procedimento sem parar até a chegada da equipe de emergência ou até que a vítima volte a respirar. É um mito que se deve apertar a barriga da pessoa para tirar a água do pulmão. Essa manobra é perigosa, pode causar vômito e piorar o quadro.
Em casos de afogamento, as respirações de resgate são essenciais porque a vítima sofreu falta de oxigênio. Diferente de uma parada cardíaca comum, apenas as compressões não são suficientes, pois o corpo precisa receber oxigênio novo. As ventilações de resgate devem sempre ser combinadas com as compressões torácicas.
Como agir em suspeita de trauma na cabeça ou coluna
Se o acidente envolveu uma pancada na cabeça, como em um mergulho em local raso, o cuidado principal é não movimentar a vítima. Qualquer movimento errado pode causar uma lesão grave e permanente na coluna cervical.
Mantenha a cabeça e o pescoço da pessoa alinhados e imóveis. Se for absolutamente necessário virá-la, por exemplo, em caso de vômito, peça ajuda a outras pessoas para girar o corpo de uma só vez, como um bloco único, mantendo a cabeça e o pescoço alinhados com o restante do corpo. A prioridade é proteger a coluna até a chegada do socorro médico.









