Muitos brasileiros conhecem o Bolsa Família, mas o benefício não é o único auxílio financeiro disponível. O governo federal mantém uma rede de proteção social com outros programas que podem complementar a renda de famílias em situação de vulnerabilidade. Esses programas atendem a perfis específicos, como idosos, pessoas com deficiência e grupos familiares de baixa renda.
Para ajudar a entender as opções existentes, listamos alguns dos principais benefícios e quem pode solicitá-los. A maioria deles exige inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que funciona como a porta de entrada para essas políticas públicas.
Principais programas de renda complementar
Benefício de Prestação Continuada (BPC)
Este programa garante um salário mínimo mensal para idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de qualquer idade que tenham impedimentos de longo prazo. Para ter direito, a renda por pessoa do grupo familiar deve ser igual ou inferior a um quarto do salário mínimo. O BPC não é aposentadoria, por isso não paga 13º salário nem deixa pensão por morte. A solicitação e análise são feitas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Auxílio Gás dos Brasileiros
O benefício ajuda famílias de baixa renda a comprar o botijão de gás de cozinha (GLP de 13 kg). O valor é pago periodicamente e busca cobrir parte do custo do botijão. Têm prioridade as famílias inscritas no CadÚnico com renda familiar por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo, incluindo beneficiários do BPC. A medida busca aliviar o impacto do custo do gás no orçamento doméstico.
Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE)
Este programa oferece descontos progressivos na conta de luz para famílias de baixa renda. Os descontos variam conforme o consumo mensal de energia. A inscrição costuma ser automática para quem está no CadÚnico com os dados atualizados e atende aos critérios de renda. O objetivo é garantir que o acesso à energia elétrica não comprometa a subsistência da família.
Como acessar os benefícios
A porta de entrada para a maioria dos programas sociais do governo é o Cadastro Único. Por isso, é fundamental que as famílias mantenham seus dados sempre atualizados, o que deve ser feito a cada dois anos ou sempre que houver mudança de endereço, telefone, renda ou composição familiar. A inscrição ou atualização deve ser feita presencialmente em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou posto de atendimento do CadÚnico em seu município.
Para o cadastramento, é necessário apresentar documentos de identificação de todos os moradores da casa, como CPF ou Título de Eleitor, e um comprovante de residência. A consulta da situação cadastral pode ser feita pelo aplicativo do Cadastro Único e os pagamentos são realizados em contas como a do Caixa Tem. Já benefícios específicos como o BPC devem ser solicitados diretamente nos canais do INSS, como o site ou aplicativo Meu INSS.









