A Peste Suína Africana (PSA) é uma doença viral altamente contagiosa que representa uma das maiores ameaças à produção de suínos em todo o mundo. Embora seja inofensiva para os seres humanos, sua taxa de mortalidade em porcos e javalis pode chegar a 100%, o que gera enormes prejuízos econômicos e sociais.
A doença já dizimou rebanhos na Ásia e na Europa, colocando autoridades sanitárias de vários países em alerta máximo. O Brasil, quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo, é considerado livre da PSA desde 1988, após ter erradicado um surto ocorrido no final dos anos 1970. Ainda assim, o risco de reintrodução do vírus é uma preocupação constante.
A principal porta de entrada do vírus seria por meio da importação de produtos de origem suína contaminados, trazidos ilegalmente em bagagens de viajantes ou em cargas. O contato de animais domésticos com javalis selvagens infectados também é um fator de risco em outras regiões do globo.
Como o Brasil se protege da Peste Suína Africana?
Para evitar a entrada da doença, o país adota um rigoroso sistema de vigilância nas fronteiras. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensifica a fiscalização em portos, aeroportos e postos de fronteira, utilizando cães farejadores e equipamentos de raios X para inspecionar bagagens e cargas.
As principais medidas de prevenção incluem:
- Controle sanitário: proibição da entrada de produtos de carne suína de países com focos da doença.
- Vigilância ativa: monitoramento contínuo de granjas e da população de javalis para detecção precoce de qualquer sinal suspeito.
- Biosseguridade nas granjas: produtores são orientados a adotar práticas rígidas de higiene, como controle de acesso de pessoas e veículos, desinfecção de instalações e quarentena para novos animais.
- Campanhas de conscientização: alertas para viajantes sobre os riscos de transportar alimentos de origem animal na bagagem.
Quais seriam os impactos de um surto?
A chegada da PSA ao território nacional teria consequências devastadoras para a suinocultura. O primeiro impacto seria a suspensão imediata das exportações de carne suína, fechando mercados que levaram décadas para serem conquistados e gerando prejuízos estimados em aproximadamente US$ 5,5 bilhões apenas no primeiro ano.
Internamente, haveria a necessidade de sacrificar um grande número de animais para conter a disseminação do vírus, causando perdas diretas aos produtores. A crise afetaria toda a cadeia produtiva, desde a fabricação de ração até os frigoríficos, resultando em desemprego e aumento no preço da carne suína para o consumidor final.








