Planejar uma viagem para a Argentina exige atenção especial ao câmbio. Dada a constante volatilidade econômica do país, a escolha entre levar dólar, real ou usar meios de pagamento digitais é uma decisão fundamental para o orçamento do turista. É crucial verificar as cotações e regras vigentes pouco antes de embarcar.
O dólar norte-americano continua sendo a moeda mais vantajosa para quem visita a Argentina. Ao chegar ao país, o viajante pode trocar seus dólares por pesos argentinos no mercado paralelo, conhecido como “dólar blue”. A cotação oferecida é significativamente superior à oficial, o que aumenta o poder de compra.
A recomendação é levar notas de 100 dólares, de preferência do modelo mais novo (conhecido como ‘cara grande’) e em excelente estado, pois elas garantem a melhor cotação. Notas de valores menores, como 50 ou 20 dólares, são aceitas, mas geralmente com uma taxa de câmbio inferior. É importante realizar a troca em locais seguros, como as “cuevas” (casas de câmbio informais) indicadas por hotéis ou pessoas de confiança, e trocar apenas o necessário para os próximos dias.
E o real, vale a pena?
Levar reais diretamente do Brasil é uma opção, mas geralmente menos vantajosa que o dólar. A moeda brasileira também pode ser trocada no mercado paralelo, porém a cotação pode resultar em um poder de compra menor. O real funciona bem como uma alternativa para despesas pequenas ou como uma reserva de emergência.
Caso opte por levar reais, a lógica é a mesma do dólar: troque aos poucos por pesos argentinos já em território argentino para obter uma cotação mais favorável do que a encontrada no Brasil.
Cartão de crédito e débito
Usar cartões de crédito e débito internacionais tornou-se uma alternativa viável. Geralmente, as operadoras aplicam uma taxa de câmbio mais próxima do “dólar MEP”, que é semelhante à cotação do “dólar blue”, tornando as compras no cartão mais vantajosas. Contudo, é prudente confirmar com a operadora do seu cartão qual taxa será aplicada. Além da segurança, o cartão oferece praticidade, mas não se esqueça de verificar as taxas do seu banco para transações internacionais (IOF).
Outras alternativas: Western Union e PIX
Uma opção segura e vantajosa para obter pesos é utilizar serviços de remessa como a Western Union. É possível enviar dinheiro do Brasil para ser sacado em pesos na Argentina, com uma cotação muitas vezes superior à do “dólar blue”. Além disso, o PIX vem sendo aceito em alguns estabelecimentos turísticos através de intermediários, oferecendo outra forma prática de pagamento, embora sua disponibilidade ainda seja limitada.
Qual a melhor estratégia?
A estratégia mais eficaz é diversificar. Leve uma boa quantia em dólares (notas de 100) para o câmbio local, considere usar a Western Union para remessas, utilize o cartão de crédito para pagamentos maiores e tenha uma pequena reserva em reais. Assim, você aproveita o melhor de cada modalidade e se protege contra imprevistos no volátil cenário argentino.










