A Coreia do Norte, frequentemente no centro de tensões globais, permanece um dos países mais fechados do mundo. Enquanto o noticiário foca em questões políticas e militares, o dia a dia de seus cidadãos é cercado de regras e costumes que parecem surreais para o resto do planeta. Conhecer esses hábitos revela uma realidade controlada nos mínimos detalhes, moldada pela ideologia estatal.
De normas de vestuário a um sistema de calendário próprio, a vida no país é radicalmente diferente de qualquer outra. Separamos alguns dos fatos mais surpreendentes sobre o cotidiano norte-coreano.
Cortes de cabelo controlados pelo Estado
Os cidadãos não podem escolher livremente o corte de cabelo. Existem listas oficiais com estilos aprovados pelo governo, geralmente 10 opções para homens e 18 para mulheres. O objetivo é promover a uniformidade e combater influências consideradas ocidentais e capitalistas. Cabelos compridos para homens ou tingidos com cores extravagantes são proibidos, e há regras específicas por idade e estado civil.
Apenas três canais de televisão
A programação televisiva é extremamente limitada. Existem apenas três canais disponíveis, todos controlados pelo Estado. O conteúdo consiste principalmente em notícias sobre o líder supremo, documentários que exaltam o regime, programas infantis ideológicos e filmes de produção nacional. Não há espaço para séries, filmes ou noticiários estrangeiros.
Um calendário exclusivo
A Coreia do Norte não segue o calendário gregoriano como o resto do mundo. O país utiliza o calendário “Juche”, que começa a contar a partir de 15 de abril de 1912, data de nascimento do fundador Kim Il-sung. Portanto, o ano de 2026 corresponde ao ano Juche 115 no país.
Eleições com apenas um candidato
A cada cinco anos, ocorrem eleições para a Assembleia Popular Suprema. No entanto, em cada distrito eleitoral há apenas um candidato aprovado pelo partido. Os eleitores recebem uma cédula com um único nome e devem depositá-la em uma urna. Embora seja possível votar contra, o ato é considerado traição e extremamente arriscado.
Internet para uma pequena elite
O acesso à internet global é restrito a um número muito pequeno de altos funcionários do governo e acadêmicos. A população em geral só pode acessar uma intranet nacional chamada “Kwangmyong”. Essa rede oferece sites censurados, serviços de e-mail e portais de notícias estatais, isolando os cidadãos do resto do mundo digital.
Sociedade dividida em castas
O governo classifica toda a população com base em um sistema de castas conhecido como “songbun”. Ele divide as pessoas em três grupos principais: “leais”, “vacilantes” e “hostis”, de acordo com a lealdade de sua família ao regime. Essa classificação determina o acesso a moradia, educação, empregos e até mesmo a quantidade de comida recebida.
Calças jeans são malvistas
Usar calças jeans, especialmente as de cor azul, é fortemente desaprovado. A peça é vista como um símbolo do imperialismo dos Estados Unidos e da cultura capitalista decadente. O governo incentiva o uso de roupas mais sóbrias e uniformizadas, reforçando a rejeição a qualquer influência externa na moda e no comportamento.










