A aterosclerose, o acúmulo silencioso de placas de gordura nas artérias, é uma condição que pode evoluir por anos sem qualquer sintoma. Quando os sinais aparecem, o quadro já pode ser grave, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A boa notícia é que exames laboratoriais e de imagem disponíveis hoje permitem um diagnóstico precoce, antes que o problema se agrave.
Essa investigação funciona como um mapa para a saúde do coração. A partir de uma análise completa, é possível identificar a presença das placas, avaliar o grau de obstrução das artérias e definir a melhor estratégia de prevenção ou tratamento. O acompanhamento médico regular é fundamental, pois é o profissional que define quais testes e com que frequência devem ser realizados para cada pessoa, com base em seu histórico, idade e fatores de risco, como tabagismo, hipertensão, diabetes e histórico familiar.
Alguns exames que rastreiam a aterosclerose
Exames de sangue: o ponto de partida
A primeira etapa do rastreamento é, geralmente, uma simples coleta de sangue, que pode exigir preparo prévio, como jejum. O perfil lipídico é o exame mais conhecido e avalia os níveis de diferentes gorduras na circulação. Ele mede o colesterol total e suas frações, como o LDL, conhecido como “colesterol ruim”, que se deposita nas artérias, e o HDL, o “colesterol bom”, que ajuda a remover o excesso de gordura.
Os triglicerídeos, outro tipo de gordura presente no sangue, também são analisados. Níveis elevados podem contribuir para o endurecimento das artérias. Além do perfil lipídico, exames como o da proteína C-reativa ultrassensível podem ser solicitados para detectar inflamações no corpo, um fator associado ao desenvolvimento da aterosclerose.
Exames de imagem: enxergando as artérias
Quando os exames de sangue apontam alterações ou quando há outros fatores de risco importantes, os médicos podem solicitar testes de imagem para uma avaliação mais direta das artérias. Esses exames permitem visualizar se há placas de gordura e qual o tamanho delas.
O ultrassom com doppler de carótidas, por exemplo, é um procedimento não invasivo que avalia as artérias do pescoço, responsáveis por levar sangue ao cérebro. Ele mostra a espessura da parede do vaso e a presença de placas que podem indicar um risco aumentado de AVC.
Para o coração, um dos exames mais modernos é a angiotomografia coronária. Com ela, é possível obter imagens detalhadas das artérias que irrigam o músculo cardíaco e até mesmo calcular o chamado escore de cálcio. Essa pontuação indica a quantidade de cálcio presente nas placas, um marcador importante para o risco de eventos cardiovasculares futuros.










