O desaparecimento de Edson Davi, de 6 anos, na Praia da Barra da Tijuca (RJ), em 4 de janeiro de 2024, levou a família a buscar ajuda internacional. Após uma operação nos EUA resgatar 163 crianças, a família manifestou esperança de que ele estivesse entre elas, mas a Polícia Federal (PF) confirmou que nenhum brasileiro foi encontrado. O contato recente com a mãe de Edson foi para formalizar o pedido de inclusão do caso na Difusão Amarela da Interpol, um procedimento para buscas globais.
Diferente do que muitos imaginam, a Interpol não é uma força policial que realiza prisões em outros países. Ela funciona como uma grande rede de colaboração entre as polícias de 196 nações. Sua principal função é facilitar a troca de informações e dados para combater crimes que ultrapassam fronteiras, como o tráfico de pessoas.
Quando uma criança brasileira desaparece e há suspeita de que ela possa ter sido levada para o exterior, a Polícia Federal, que representa a Interpol no Brasil, pode emitir um alerta específico para essa situação.
Alerta amarelo e a busca global
A principal ferramenta da Interpol para esses casos é a Difusão Amarela, ou “Alerta Amarelo”. Trata-se de um aviso global enviado a todos os países membros para ajudar a localizar pessoas desaparecidas, especialmente menores. O alerta contém informações vitais: nome, idade, fotos, características físicas e qualquer outro detalhe que possa ajudar na identificação.
Esse sistema permite que policiais de aeroportos, fronteiras e portos em todo o mundo tenham acesso rápido aos dados. Se uma criança com as características do alerta for encontrada, a polícia local é imediatamente notificada e entra em contato com as autoridades brasileiras para confirmar a identidade.
O papel do DNA na identificação
A tecnologia de análise de DNA é um recurso poderoso nessas buscas. Como parte do protocolo para o pedido à Interpol, é comum a coleta de material genético de familiares para alimentar bancos de dados como o I-Familia. Esse sistema, gerenciado pela própria Interpol, permite comparar o perfil de DNA de familiares com perfis de pessoas desaparecidas ou corpos não identificados globalmente. O procedimento é seguro, convertendo o perfil genético em um código numérico para proteger a privacidade e aumentar as chances de uma identificação positiva.
A inclusão no sistema da Interpol representa uma nova frente na busca por Edson Davi, especialmente porque a família contesta a principal linha de investigação da polícia, que aponta para um possível afogamento.









