A morte da Miss Áustria 2024, Lucia Sisic, aos 22 anos, na última quarta-feira (9), colocou em evidência a cardiopatia congênita, uma condição com a qual ela convivia desde o nascimento. O caso da jovem, que passou por sete cirurgias cardíacas, levanta dúvidas sobre o que é essa alteração, como identificá-la precocemente e quais são as formas de tratamento disponíveis.
A cardiopatia congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração presente desde a fase fetal. Considerada uma das malformações congênitas mais comuns, ela afeta o desenvolvimento de paredes, válvulas ou vasos sanguíneos do órgão, impactando o fluxo de sangue pelo corpo.
Principais sintomas da cardiopatia congênita e diagnóstico
Os sinais variam conforme a gravidade e o tipo de defeito cardíaco, mas alguns sintomas são mais frequentes em bebês e crianças pequenas. A identificação precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e para garantir uma melhor qualidade de vida. Ao notar os sinais abaixo, procure atendimento médico.
- Lábios e pontas dos dedos azulados (cianose), especialmente durante o choro ou a amamentação.
- Cansaço excessivo e sudorese durante as mamadas.
- Dificuldade para respirar e respiração acelerada.
- Pouco apetite e dificuldade para ganhar peso.
- Inchaço nas pernas, tornozelos ou ao redor dos olhos.
O diagnóstico pode ocorrer ainda na gestação, por meio de um ecocardiograma fetal realizado durante o pré-natal. Após o nascimento, o “teste do coraçãozinho” (oximetria de pulso), realizado entre 24 e 48 horas de vida, é um exame simples e obrigatório em maternidades brasileiras que ajuda a detectar problemas graves. Outros exames, como o ecocardiograma e o eletrocardiograma, confirmam o diagnóstico detalhadamente.
Como é feito o tratamento
O tratamento depende diretamente da gravidade da malformação. Casos mais leves podem exigir apenas acompanhamento médico regular, sem a necessidade de intervenções. Outros podem ser controlados com o uso de medicamentos para aliviar os sintomas e melhorar a função do coração.
Para as cardiopatias mais complexas, a correção cirúrgica é necessária. Os procedimentos podem variar desde técnicas minimamente invasivas, como o cateterismo, até cirurgias de peito aberto para reparar ou reconstruir partes do coração. Graças aos avanços da medicina, muitas crianças com a condição conseguem levar uma vida normal ou com poucas limitações.









