A maior frequência de temporais no Brasil despertam a curiosidade sobre termos meteorológicos que, embora comuns em noticiários internacionais, geram confusão. Apesar de assustarem, ciclone, tufão e furacão são, na essência, o mesmo fenômeno. A diferença entre eles está apenas na localização geográfica onde se formam.
Todos são classificados como ciclones tropicais, que são grandes sistemas de tempestades giratórias com um centro de baixa pressão. Eles se desenvolvem sobre águas quentes e tropicais, ganhando força a partir da umidade e do calor. Para receber um desses nomes específicos, os ventos constantes do sistema precisam atingir, no mínimo, 119 quilômetros por hora.
A nomenclatura varia conforme a bacia oceânica onde o ciclone tropical atinge essa intensidade. É uma convenção meteorológica para facilitar a identificação e o alerta em diferentes partes do mundo.
O nome muda conforme o local
Entender onde cada termo é usado resolve o mistério. A regra é simples e se baseia puramente na geografia dos oceanos. A estrutura, a formação e o poder de destruição de um furacão categoria 3, por exemplo, são idênticos aos de um tufão de mesma intensidade.
- Furacão: é o nome dado aos ciclones tropicais que se formam no Oceano Atlântico Norte, no Mar do Caribe, no Golfo do México e na porção leste do Oceano Pacífico Norte.
- Tufão: é o termo utilizado para os mesmos fenômenos que ocorrem na porção oeste do Oceano Pacífico Norte, impactando principalmente a Ásia.
- Ciclone: embora seja o nome genérico, é usado especificamente para as tempestades que surgem no Oceano Índico e no Oceano Pacífico Sul.
E como fica o Brasil?
O Brasil raramente é atingido por ciclones tropicais com a intensidade de um furacão. Isso acontece porque as águas do Atlântico Sul geralmente não são quentes o suficiente para alimentar a formação desses sistemas de grande porte. Os fenômenos mais comuns no país são os ciclones subtropicais e extratropicais, com ventos menos intensos e características distintas.
A única exceção registrada que atingiu o território brasileiro com força de furacão foi o Ciclone Catarina, em março de 2004, que causou destruição no litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Na época, ele foi classificado como um furacão de categoria 1, um evento considerado anômalo pela comunidade científica.








