Ciclone, furacão e tufão podem parecer fenômenos distintos, mas na prática descrevem o mesmo evento meteorológico. A principal diferença entre eles é o local onde se formam. Já o termo tempestade, embora relacionado, refere-se a algo mais amplo e menos específico. Entender essas classificações ajuda a compreender melhor os alertas e notícias sobre o clima.
Esses três nomes se referem a um ciclone tropical, que é um sistema de baixa pressão com uma circulação fechada de ventos ao redor de um centro. Impulsionado pelo Efeito de Coriolis, ele gira no sentido anti-horário no Hemisfério Norte e no sentido horário no Hemisfério Sul. O fenômeno se forma sobre águas oceânicas quentes, ganhando força com a umidade e o calor. Para ser classificado com a força de furacão, tufão ou ciclone, os ventos contínuos precisam atingir pelo menos 119 km/h.
Quando essa condição é alcançada, o fenômeno recebe um nome específico dependendo da sua localização geográfica. É uma convenção meteorológica internacional para facilitar a comunicação e o rastreamento.
Furacão, tufão e ciclone: a diferença está no mapa
A nomenclatura varia conforme a bacia oceânica onde o sistema se desenvolve. Basicamente, a regra é simples e se divide da seguinte forma:
- Furacão: nome dado aos ciclones tropicais que se formam no Oceano Atlântico Norte, Mar do Caribe, Golfo do México e no nordeste do Oceano Pacífico.
- Tufão: é o termo utilizado para os mesmos fenômenos registrados no noroeste do Oceano Pacífico, uma das áreas mais ativas do mundo para esse tipo de evento.
- Ciclone: é o nome usado para tempestades formadas no sul do Oceano Pacífico e no Oceano Índico. No Brasil, os sistemas mais comuns são os ciclones subtropicais ou extratropicais. Um evento raro foi o Ciclone Catarina, em 2004, o único furacão já registrado no Atlântico Sul a atingir a costa do país.
E a tempestade, onde entra?
O termo tempestade é mais genérico. Ele descreve qualquer perturbação violenta na atmosfera, que pode incluir ventos fortes, chuva intensa, granizo, raios e trovões. Uma tempestade não precisa ter a estrutura organizada e rotativa de um ciclone tropical para ser classificada como tal.
Todo furacão, tufão ou ciclone carrega consigo uma tempestade severa, com chuvas torrenciais e ventos devastadores. No entanto, nem toda tempestade evolui para um ciclone tropical. A maioria das tempestades que vivenciamos no dia a dia são eventos localizados e com duração muito menor.










