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O Pix é seguro? Saiba como hackers atacam o sistema financeiro

Por Lara
24/03/2026
Em Economia
Créditos: depositphotos.com / rafapress

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O recente ataque hacker ao BTG Pactual, que levou à suspensão temporária do Pix no banco entre os dias 22 e 23 de março, acendeu um alerta para milhões de brasileiros. Embora o serviço já tenha sido restabelecido e o banco tenha esclarecido que a ação criminosa mirou recursos da própria instituição, e não o dinheiro de clientes, o episódio levanta uma dúvida: o sistema de pagamentos instantâneo é realmente seguro? A resposta é complexa, mas o ponto central é que a principal vulnerabilidade não está na tecnologia do Banco Central, e sim nas pontas do processo: as instituições financeiras e, principalmente, os próprios usuários.

A segurança do Pix

A estrutura do Pix, desenvolvida e operada pelo Banco Central, é considerada extremamente robusta. Ela utiliza múltiplas camadas de segurança, como criptografia e autenticação, para proteger as transações. O problema raramente está na transferência em si, mas na forma como os criminosos obtêm acesso às contas ou enganam as pessoas para que elas mesmas realizem as operações.

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Os ataques costumam explorar o elo mais fraco da corrente: o comportamento humano. Em vez de quebrar a segurança do sistema, os golpistas focam em enganar as vítimas para que elas forneçam dados ou autorizem transferências. Essa tática é conhecida como engenharia social.

Como os golpes mais comuns funcionam

As estratégias dos criminosos são variadas, mas algumas se destacam pela frequência com que são aplicadas. Conhecer esses métodos é o primeiro passo para se proteger de forma eficaz.

  • Engenharia social: golpistas se passam por funcionários do banco, familiares ou atendentes de lojas para solicitar uma transferência urgente, geralmente inventando uma emergência.
  • Phishing: envio de links falsos por e-mail, SMS ou WhatsApp que direcionam para páginas falsas de bancos. Ao inserir seus dados, a vítima entrega as credenciais aos criminosos.
  • Malware: aplicativos maliciosos instalados no celular podem roubar senhas e dados bancários ou até mesmo permitir que o hacker controle o aparelho remotamente.
  • Clonagem de chip (SIM Swap): o criminoso consegue ativar o número de telefone da vítima em outro chip, passando a receber códigos de verificação para acessar contas.

Dicas para aumentar sua segurança

Embora nenhum sistema seja infalível, adotar algumas práticas simples reduz drasticamente o risco de se tornar uma vítima. A prevenção é a ferramenta mais poderosa à disposição do usuário.

  • Desconfie de tudo: não clique em links suspeitos e questione ofertas muito vantajosas ou pedidos de dinheiro inesperados, mesmo que venham de contatos conhecidos.
  • Ative a autenticação de dois fatores: essa camada extra de segurança dificulta o acesso de terceiros, mesmo que eles tenham sua senha.
  • Configure limites de transação: defina valores máximos para transferências diárias e noturnas no aplicativo do seu banco. Isso limita o prejuízo em caso de golpe.
  • Use canais oficiais: para qualquer comunicação ou transação, utilize apenas o aplicativo oficial do seu banco, baixado de lojas como a App Store ou a Google Play.
  • Mantenha seus aplicativos atualizados: atualizações de segurança corrigem falhas que poderiam ser exploradas por criminosos.
Tags: Banco CentralBTG Pactualeconomiagolpes financeirosGolpes por PixhackersPixsistema financeiro
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