A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta constantemente sobre os riscos do consumo de produtos que prometem curas milagrosas. A fiscalização mira itens comercializados, principalmente na internet, com alegações falsas de tratamento para doenças como diabetes, problemas no fígado e até mesmo câncer, categoria que inclui desde chás e infusões até suplementos alimentares.
Esses compostos são frequentemente vendidos sem registro ou comprovação científica de eficácia e segurança. A crescente busca por soluções naturais impulsiona um mercado irregular, que se aproveita da vulnerabilidade dos consumidores para vender itens com rótulos enganosos e sem o devido controle de qualidade. A Anvisa tem intensificado as ações contra suplementos e produtos clandestinos vendidos online com esse tipo de apelo.
O grande perigo está na falta de informação sobre a composição real desses produtos. Muitas vezes, eles contêm substâncias não declaradas na embalagem, que podem causar reações alérgicas, intoxicação ou interagir de forma perigosa com medicamentos de uso contínuo, colocando a saúde do consumidor em risco.
Como identificar um produto seguro?
A regulamentação da Anvisa estabelece categorias diferentes para esses produtos. Chás comuns, como infusões de camomila ou hortelã, são enquadrados como alimentos e dispensam registro, desde que não tenham alegações terapêuticas. No entanto, se um produto alega prevenir, tratar ou aliviar sintomas, ele deve ser registrado como medicamento fitoterápico ou, em outros casos, como suplemento alimentar, seguindo regras específicas para cada categoria.
Para o consumidor, a principal forma de se proteger é verificar a embalagem. Produtos regularizados exibem informações claras sobre o fabricante (nome, endereço, CNPJ) e, quando obrigatório, o número de registro na Anvisa. A ausência desses dados é um forte indicativo de irregularidade.
Para ajudar a identificar ofertas fraudulentas e proteger sua saúde, siga algumas orientações práticas:
- Verifique a embalagem: procure pelo número de registro na Anvisa, nome do fabricante e informações de contato.
- Desconfie de promessas exageradas: termos como “cura definitiva”, “remédio milagroso” ou “100% garantido” são sinais claros de alerta.
- Cuidado com a venda informal: evite comprar produtos anunciados apenas em redes sociais ou aplicativos de mensagens sem um site oficial ou loja física.
- Consulte um profissional de saúde: antes de usar qualquer produto com fins medicinais, mesmo que seja natural, converse com seu médico ou farmacêutico.
O consumo de produtos sem procedência pode levar o paciente a abandonar ou atrasar tratamentos médicos convencionais, cuja eficácia é comprovada. Essa troca pode resultar no agravamento de quadros clínicos e em consequências graves para a saúde a longo prazo.










