O prazo final para a entrega da declaração do Imposto de Renda se aproxima (29 de maio, às 23h59) e, com ele, a preocupação de muitos brasileiros em não cair na malha fina. Neste ano, a Receita Federal intensificou o cruzamento de dados, utilizando novos sistemas como o eSocial e a EFD-Reinf, tornando a atenção aos detalhes ainda mais crucial para evitar pendências com o Fisco.
Pequenos descuidos, como erros de digitação ou a omissão de informações importantes, são os principais motivos que levam os contribuintes a terem que prestar esclarecimentos. Um preenchimento cuidadoso é a melhor forma de garantir a tranquilidade após o envio do documento.
Para ajudar nessa tarefa, listamos os sete erros mais comuns que podem gerar problemas com a Receita Federal. Conhecê-los é o primeiro passo para uma declaração correta e sem dores de cabeça.
Principais erros na declaração do Imposto de Renda
- Omitir rendimentos: não informar todos os ganhos recebidos no ano é uma das falhas mais graves. Isso inclui salários de diferentes fontes, aluguéis, pensões, trabalhos como autônomo e até mesmo rendimentos de aplicações financeiras. A Receita cruza informações de diversas fontes para validar os dados.
- Cadastrar dependentes de forma incorreta: declarar um dependente que não se enquadra nas regras ou esquecer de informar os rendimentos dele, caso existam, gera inconsistências imediatas. Filhos que já declaram em separado ou pais que não dependem financeiramente do contribuinte são exemplos comuns de erros.
- Lançar despesas médicas sem comprovação: gastos com saúde só podem ser deduzidos se houver recibos e notas fiscais que os comprovem. Informar valores sem a devida documentação ou incluir despesas não dedutíveis, como procedimentos estéticos sem finalidade terapêutica ou medicamentos comprados em farmácia sem receita, é um convite para a malha fina.
- Informar valores diferentes da fonte pagadora: o valor do rendimento que você declara deve ser exatamente o mesmo que a empresa ou fonte pagadora informou à Receita. Qualquer diferença, por menor que seja, acende um alerta no sistema e pode reter a sua declaração para análise.
- Erros de digitação: um simples número errado no CPF de um dependente, no CNPJ de uma fonte pagadora ou nos valores de rendimentos e despesas pode invalidar a informação. A atenção na hora de digitar os dados é fundamental para evitar esse tipo de problema.
- Não declarar saldos bancários e investimentos: é obrigatório informar saldos em contas correntes, poupanças e investimentos na ficha de Bens e Direitos. O mesmo vale para a posse de ações e outros ativos financeiros, que devem ser declarados pelo valor de 31 de dezembro do ano anterior.
- Esquecer a variação patrimonial: a compra ou venda de bens de alto valor, como imóveis e veículos, precisa ser informada na declaração. Deixar de registrar essas transações cria uma variação patrimonial que pode ser considerada incompatível com a sua renda declarada.










