A chegada de ondas de frio em várias regiões do Brasil acende um alerta para a saúde. A queda brusca nas temperaturas aumenta a circulação de vírus respiratórios, como os da gripe e do resfriado, e eleva o risco de complicações de doenças crônicas, além de casos de hipotermia, especialmente entre os mais vulneráveis.
Nesse cenário, adotar medidas preventivas é fundamental para atravessar o período de frio intenso sem sustos. A proteção vai além de simplesmente vestir mais roupas e envolve cuidados com a alimentação, os ambientes e a atenção redobrada com crianças e idosos.
Cuidados essenciais para a onda de frio
Manter o corpo aquecido e o sistema imunológico fortalecido são os principais objetivos. Pequenas mudanças na rotina diária podem fazer uma grande diferença para evitar problemas de saúde comuns nesta época do ano. Confira cinco dicas práticas para se proteger.
- Vista-se em camadas
A melhor estratégia para se manter aquecido é usar várias camadas de roupas. A sobreposição cria bolsões de ar que funcionam como isolantes térmicos, conservando o calor do corpo. Dê preferência a tecidos de algodão na primeira camada, seguidos por lã ou fleece e, por último, uma peça corta-vento ou impermeável, se necessário. Assim, é fácil se adaptar a diferentes temperaturas ao longo do dia. - Reforce a alimentação e a hidratação
O corpo gasta mais energia para se manter aquecido no frio. Por isso, é importante consumir alimentos mais calóricos e nutritivos, como sopas, caldos, legumes e oleaginosas. Bebidas quentes, como chás, ajudam a aquecer o corpo. Não se esqueça da hidratação: beba água regularmente, mesmo sem sentir sede, pois o ar frio e seco acelera a desidratação. - Mantenha os ambientes ventilados
A tendência é fechar todas as janelas para barrar o frio, mas isso facilita a proliferação de vírus e ácaros. É crucial manter uma fresta aberta para a circulação do ar por alguns períodos do dia, principalmente nos quartos. Evite também o uso de aquecedores improvisados, que aumentam o risco de incêndios e intoxicação por monóxido de carbono. - Atenção redobrada com grupos de risco
Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, como asma, bronquite ou problemas cardíacos, são mais suscetíveis aos efeitos do frio. Para esses grupos, é essencial garantir que estejam sempre bem agasalhados, mesmo dentro de casa. Observe sinais como tremores intensos, pele pálida e fria ou sonolência excessiva, que podem indicar hipotermia. - Cuidado com o choque térmico
Sair de um ambiente quente e entrar em um local muito frio pode ser prejudicial ao sistema respiratório. Ao sair de casa, proteja bem a boca e o nariz com um cachecol. Isso ajuda a aquecer o ar antes que ele chegue aos pulmões, reduzindo o risco de irritações nas vias aéreas e crises de asma ou rinite.









