Uma massa de ar de origem polar atua sobre o Sul do Brasil nesta última semana de maio, mantendo as temperaturas baixas na região. Este evento é considerado de intensidade moderada, sendo menos abrangente que a massa de ar mais forte que atuou sobre o país entre 9 e 14 de maio. Mesmo assim, sua presença é suficiente para manter o clima de inverno em parte do país.
Como funciona uma massa de ar polar?
A massa de ar se formou sobre a Antártida, uma das regiões mais geladas do planeta. O núcleo deste sistema está passando sobre a Argentina e o Uruguai, avançando posteriormente para o oceano, o que faz com que sua borda influencie o Sul do Brasil. Um elemento-chave é o sistema de alta pressão atmosférica, que funciona como uma “tampa”, empurrando o ar frio e seco para baixo e inibindo a formação de nuvens de chuva.
Isso explica por que, muitas vezes, os dias mais gelados são também de céu claro e sol forte. O sol aquece pouco a atmosfera porque o ar seco não retém calor com eficiência. O resultado é um dia ensolarado, mas com temperaturas muito baixas, especialmente durante a noite e ao amanhecer, quando o calor acumulado se dissipa rapidamente.
Quais os efeitos práticos?
O avanço deste ar gelado traz consequências diretas para o dia a dia. Os principais efeitos esperados são:
- Geada localizada: A combinação de ar seco, céu limpo e temperaturas baixas cria o cenário ideal para a formação de geada, mas de forma localizada. O fenômeno é previsto principalmente para áreas de serra e planalto do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
- Sensação térmica baixa: Ventos moderados, associados à massa de ar, podem fazer com que a sensação térmica seja ainda menor do que os termômetros marcam.
- Influência limitada em outras regiões: Por ter baixa amplitude, a massa de ar terá influência restrita. Pode causar queda de temperatura e noites mais frias no Sudeste e Centro-Oeste, mas sem grande impacto.










