Com o crescente interesse pelo vôlei brasileiro, muitos torcedores se perguntam quanto ganha uma jogadora da seleção. A resposta, no entanto, não é tão simples, pois as atletas não recebem um salário fixo para defender o país. A principal fonte de renda delas vem dos contratos com os clubes onde atuam durante a temporada.
No Brasil, os salários na Superliga Feminina variam bastante conforme o nível da atleta e o poder de investimento do time. Uma jogadora em início de carreira ou em equipes de menor expressão pode receber a partir de R$ 15 mil mensais. Já as principais estrelas, com passagens consolidadas pela seleção, firmam contratos que podem alcançar entre R$ 125 mil e R$ 150 mil por mês.
Essa remuneração cobre o período de competições nacionais e estaduais, que geralmente dura cerca de oito a dez meses por ano. O valor é definido pelo mercado e pela capacidade de cada jogadora atrair público e patrocinadores para a equipe.
Quanto ganham as jogadoras no exterior?
A diferença financeira se torna ainda maior para as atletas que atuam fora do Brasil. Ligas na Turquia e Itália são conhecidas por oferecerem os maiores salários do vôlei feminino mundial. Nesses mercados, os valores para jogadoras de elite são substancialmente superiores aos praticados no Brasil.
Além dos altos salários, os contratos internacionais frequentemente incluem benefícios adicionais, como moradia, carro e passagens aéreas. Essa estrutura torna o mercado estrangeiro extremamente atraente para as principais jogadoras brasileiras, que buscam tanto o desafio esportivo quanto uma maior valorização financeira.
E os prêmios por competições?
A participação em torneios pela seleção, como a própria Liga das Nações, o Campeonato Mundial e as Olimpíadas, não gera um salário, mas pode render prêmios em dinheiro. As federações internacionais pagam valores por vitórias e conquistas de medalhas.
Essa premiação é dividida entre toda a delegação, incluindo jogadoras e comissão técnica. Além disso, atletas com grande visibilidade e sucesso na seleção conseguem fechar contratos de patrocínio pessoal, que representam uma fatia importante de seus ganhos anuais e complementam a renda obtida nos clubes.










