Com a aproximação das eleições de 2026, o cenário econômico se torna o principal campo de batalha para os futuros candidatos à presidência da República. Quem assumir o Palácio do Planalto encontrará uma agenda complexa, marcada por desafios estruturais que exigirão habilidade política e decisões firmes. Três pautas se destacam como cruciais: a regulamentação da reforma tributária, o controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas.
A agenda da reforma tributária
A reforma tributária foi aprovada, mas a tarefa mais pesada ficou para a próxima gestão. O novo governo terá a responsabilidade de regulamentar e implementar as novas regras, um processo que envolve a definição de alíquotas do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e a gestão de um período de transição que durará anos. Na prática, será preciso negociar com estados, municípios e diversos setores produtivos para garantir que a unificação de impostos não gere perdas de arrecadação ou aumente a carga sobre o consumidor.
Outro ponto sensível é o Imposto Seletivo, apelidado de “imposto do pecado”, que incidirá sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A definição de quais itens entrarão nessa lista e com qual percentual será um debate intenso, com forte pressão de diferentes indústrias.
O dilema da inflação e dos juros
Manter a inflação sob controle sem frear o crescimento econômico continuará sendo um dos maiores dilemas. A política de juros, definida pelo Banco Central, impacta diretamente o crédito, o consumo e os investimentos. Um novo presidente precisará dialogar com a autoridade monetária para alinhar as metas fiscais com as monetárias.
Para o cidadão comum, esse desafio se reflete diretamente no poder de compra. O controle dos preços de alimentos, combustíveis e serviços é essencial para a estabilidade social e a popularidade de qualquer governo. Equilibrar essa equação é fundamental para a saúde da economia.
O desafio das contas públicas
O equilíbrio fiscal é, talvez, o pilar mais urgente. O governo precisa arrecadar mais do que gasta para manter a dívida pública em uma trajetória sustentável. O arcabouço fiscal, regra que substituiu o teto de gastos, impõe limites para as despesas, mas o cumprimento das metas tem se mostrado uma tarefa difícil.
O próximo presidente terá que tomar decisões impopulares, seja cortando despesas ou buscando novas fontes de receita. A pressão por mais investimentos em saúde, educação e programas sociais disputará espaço com a necessidade de manter a responsabilidade fiscal. Encontrar esse equilíbrio será fundamental para a estabilidade econômica do país nos próximos anos.







