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Como funcionava o ‘pulmão de aço’ que manteve Martha Lillard viva?

Por Lucas
15/07/2026
Em Curiosidades
Como funcionava o 'pulmão de aço' que manteve Martha Lillard viva?

Reprodução/Instagram

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A recente morte de Martha Lillard, que se tornou a última pessoa conhecida a viver em um “pulmão de aço” nos Estados Unidos após o falecimento de Paul Alexander em março de 2024, trouxe de volta a curiosidade sobre o equipamento. Lillard contraiu poliomielite em seu quinto aniversário, em 1953, e dependeu da máquina por mais de 70 anos. No entanto, ao contrário do que muitos imaginam, durante a maior parte de sua vida, a câmara de metal era usada principalmente para dormir, e a dependência total só ocorreu em seus últimos anos, após complicações da COVID-19.

O aparelho, formalmente conhecido como ventilador de pressão negativa, funcionava de maneira engenhosa e, ao mesmo tempo, simples. Ele consiste em um grande cilindro hermético que envolve todo o corpo do paciente, deixando apenas a cabeça do lado de fora. Um anel de borracha no pescoço garantia a vedação completa da câmara.

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Como o pulmão de aço funciona?

O mecanismo não empurra o ar para dentro dos pulmões, como os ventiladores modernos. Em vez disso, ele utiliza a física da pressão para fazer o corpo respirar de forma passiva. Um motor cria um vácuo dentro do cilindro, diminuindo a pressão do ar ao redor do peito do paciente. Essa diferença de pressão força a caixa torácica a se expandir.

Com a expansão do tórax, os pulmões também se abrem, puxando o ar para dentro pelo nariz e pela boca, em um movimento de inalação. Em seguida, o motor para de sugar o ar, e a pressão dentro da câmara volta a se igualar à do ambiente. Isso permite que o peito e os pulmões voltem à sua posição normal, expulsando o ar em uma exalação.

Esse ciclo de pressão e relaxamento era repetido ritmicamente, imitando a respiração natural. Para os pacientes, o som constante do motor se tornava a trilha sonora de suas vidas. A tecnologia foi um marco durante os surtos de pólio nas décadas de 1940 e 1950, salvando milhares de vidas.

Com o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite, disponibilizada em 1955 — apenas dois anos após Lillard contrair a doença —, e o avanço dos ventiladores mecânicos modernos, o pulmão de aço caiu em desuso. A história de Martha Lillard é um poderoso lembrete do impacto da doença, mas também da resiliência humana. Em seus últimos anos, ela enfrentou enormes dificuldades para manter o equipamento funcionando, dependendo de amigos e da comunidade para encontrar peças e realizar reparos. Seu legado, assim como o de outros que dependeram da máquina, reforça a importância vital da imunização.

Tags: martha lillardpulmão de aço
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