Com o cenário para as eleições de 2026 já em movimento, as pesquisas eleitorais se tornam um tema central nas conversas. Mas você sabe como os institutos chegam aos números que vemos nos jornais? As metodologias variam bastante, de entrevistas presenciais a questionários online, e cada uma tem suas particularidades.
Entender essas diferenças é fundamental para interpretar corretamente os dados que influenciam o debate político. Os principais institutos do país, como AtlasIntel, BTG/Nexus e Datafolha, adotam abordagens distintas para montar um retrato do eleitorado brasileiro.
Como cada instituto coleta os dados?
O Datafolha, um dos mais tradicionais nas pesquisas eleitorais, costuma usar a abordagem presencial. Nela, entrevistadores vão a campo e aplicam questionários cara a cara, seguindo cotas de sexo, idade, escolaridade e renda para espelhar a população brasileira com base em dados do IBGE.
Já o instituto AtlasIntel utiliza uma metodologia digital, conhecida como RDR (Recruitment via Digital Advertisement). Ele convida aleatoriamente usuários de internet para responder a um questionário online. Depois, usa algoritmos para calibrar a amostra, garantindo que o perfil dos respondentes corresponda ao do eleitorado do país.
Outros levantamentos, como os do BTG/Pactual em parceria com o Instituto Nexus, podem recorrer a entrevistas por telefone. As ligações são feitas por entrevistadores para números fixos e celulares, também seguindo um plano amostral para garantir a representatividade demográfica e regional.
Margem de erro e nível de confiança
As pesquisas eleitorais sérias apresentam dois conceitos estatísticos essenciais: a margem de erro e o nível de confiança. Eles mostram o grau de precisão do levantamento.
A famosa “margem de erro” indica a variação esperada nos resultados. Se um candidato aparece com 30% das intenções de voto e a margem é de dois pontos percentuais, seu desempenho real está, provavelmente, entre 28% e 32%.
O “nível de confiança”, geralmente de 95%, funciona como uma garantia estatística. Isso significa que, se a mesma pesquisa fosse repetida 100 vezes com amostras diferentes, em 95 delas o resultado estaria dentro da margem de erro estipulada.







