O alerta sobre o sarampo voltou a acender no Brasil, impulsionado pela confirmação de novos casos e pela necessidade de manter a cobertura vacinal. A doença, altamente contagiosa, pode causar complicações graves, tornando essencial o reconhecimento rápido de seus sintomas tanto em crianças quanto em adultos.
Os sintomas iniciais costumam aparecer de 7 a 21 dias após a exposição ao vírus, com uma média de 10 a 12 dias, e podem ser facilmente confundidos com um resfriado comum. Os sintomas iniciais incluem febre alta, que pode atingir 39-40°C, acompanhada de tosse seca persistente, coriza e olhos avermelhados e lacrimejantes (conjuntivite).
Nessa fase inicial, também podem surgir pequenos pontos brancos na parte interna da bochecha, conhecidos como manchas de Koplik. Esses pontos são um indicativo claro de sarampo, mas nem sempre são facilmente visíveis e costumam desaparecer em 12 a 72 horas.
A marca registrada do sarampo
Após três a cinco dias do início dos sintomas, surge a manifestação mais conhecida da doença: as manchas vermelhas na pele. Elas aparecem primeiro no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se progressivamente para o pescoço, tronco, braços e pernas.
Essas erupções cutâneas são planas e, com o tempo, podem se agrupar, formando grandes áreas avermelhadas. As manchas do sarampo podem apresentar coceira variável, especialmente nas orelhas e pescoço. A febre geralmente permanece alta durante o período em que as manchas estão presentes.
Quando procurar ajuda médica
Ao notar a combinação de febre alta com o surgimento de manchas vermelhas, é fundamental buscar atendimento médico imediatamente. A pessoa infectada pode transmitir o vírus de quatro dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas, por isso a recomendação é entrar em contato com a unidade de saúde por telefone antes de se dirigir ao local. Essa medida ajuda a evitar a transmissão para outras pessoas na sala de espera.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, mas pode ser confirmado por exames de sangue. Não há um tratamento específico para o sarampo, apenas medicamentos para aliviar os sintomas, como a febre e o mal-estar. O repouso e a hidratação são essenciais para a recuperação e para evitar complicações graves como pneumonia e encefalite.
A prevenção é a ferramenta mais eficaz contra a doença e é feita por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Manter a caderneta de vacinação em dia é a principal forma de proteção individual e coletiva. A vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).










