As transferências via Pix agora contam com novas regras de segurança e limites de valor, anunciadas pelo Banco Central. O objetivo é aumentar a proteção dos usuários contra golpes e fraudes, especialmente durante o período noturno, quando muitas dessas ocorrências são registradas.
As mudanças estabelecem um novo padrão para as operações realizadas entre 20h e 6h e aprimoram mecanismos de devolução em caso de transações suspeitas. As novas diretrizes já estão em vigor e valem para todos os bancos e instituições financeiras que oferecem o serviço.
Como funcionam os novos limites do Pix?
Para as transações realizadas no período noturno, foi estabelecido um limite padrão de R$ 1.000. Esse valor é aplicado automaticamente a todas as contas, independentemente do perfil do cliente. A medida busca dificultar a ação de criminosos em casos de roubo ou coação.
O usuário também pode solicitar ao seu banco a alteração do início do período noturno, mudando o horário de 20h para 22h, de acordo com sua preferência e necessidade.
Contudo, o usuário pode personalizar esse teto. A solicitação para aumentar o limite noturno deve ser feita diretamente no aplicativo do banco. Por segurança, a mudança leva no mínimo 24 horas para ser confirmada pela instituição financeira. Já a redução do valor é processada de forma imediata.
E as transferências durante o dia?
Durante o período diurno, os limites seguem as mesmas regras de outros meios de pagamento, como TED e DOC. Cada instituição financeira define um teto máximo para as transações, baseado no perfil e no histórico de movimentação de cada cliente. Esse valor pode variar bastante de uma pessoa para outra.
Assim como no período noturno, é possível solicitar o aumento do limite diário. A regra de 24 horas para a efetivação da mudança também se aplica neste caso, garantindo que a alteração não seja feita sob pressão ou de forma impulsiva após uma abordagem criminosa.
Outras medidas de segurança implementadas
O Banco Central também aprimorou o Mecanismo Especial de Devolução. Essa ferramenta permite que o banco da vítima e do suposto fraudador bloqueiem os recursos por até 72 horas em casos de suspeita de golpe, agilizando a análise e o possível estorno do dinheiro.
Outra frente de atuação é a identificação de contas suspeitas. As instituições são obrigadas a marcar transações para contas que já foram alvo de denúncias de fraude. Isso cria um registro que auxilia no rastreamento e na punição dos responsáveis por atividades ilícitas.







