Mesmo em dias de mar aparentemente tranquilo e com condições favoráveis para banho, os afogamentos podem ocorrer de forma inesperada e representar riscos até para nadadores experientes. Correntes, mudanças repentinas nas condições da água e outros fenômenos pouco visíveis podem aumentar o perigo, tornando essencial conhecer os principais fatores de risco e adotar medidas de segurança antes de entrar no mar.
Muitos banhistas associam o perigo apenas a ondas grandes e mar agitado, mas essa percepção é equivocada. A maioria dos acidentes acontece por fatores que não são facilmente identificáveis da areia. O artista, que atravessava um período de maior projeção internacional após realizar sua primeira exposição individual em Portugal em 2026, foi vítima de uma dessas armadilhas.
A praia de Copacabana, onde ocorreu a tragédia, apresenta características que aumentam os riscos de afogamento. A grande extensão de areia e a dinâmica das águas favorecem a formação de correntes e valas que mudam de lugar constantemente.
Principais riscos de afogamentos em mar calmo
As correntes de retorno são o principal vilão. Elas funcionam como rios que puxam o banhista da parte rasa para o fundo. A reação instintiva é tentar nadar contra a força da água, o que causa cansaço rapidamente e leva ao afogamento. A orientação é manter a calma e nadar na diagonal ou para os lados, em paralelo à praia, até sair do fluxo.
Outro fenômeno é o rebojo, uma correnteza circular que se forma perto de pedras, píeres ou outras estruturas. Essa movimentação da água pode puxar a pessoa para baixo de forma súbita, dificultando o retorno à superfície para respirar. É fundamental evitar nadar próximo a esses locais.
Bancos de areia também criam armadilhas. Eles podem esconder buracos e mudanças bruscas de profundidade. Um banhista pode estar com água na altura da cintura e, ao dar um passo, afundar em uma área muito mais funda, o que pode gerar pânico e dificultar a saída.
Para evitar acidentes, a principal recomendação é sempre nadar perto de postos de guarda-vidas e respeitar as bandeiras de sinalização. Antes de entrar na água, observe o movimento do mar e procure por trechos onde as ondas quebram com menos frequência, pois isso pode ser um sinal de corrente de retorno.
Caso seja arrastado, a orientação é não lutar contra a correnteza. Mantenha a calma, flutue para poupar energia e acene ou grite por ajuda. A exaustão ao tentar vencer a força do mar é a principal causa de fatalidades nessas situações.









