Recife

Caso Miguel: Justiça marca audiência de Sarí Corte Real para dezembro

Em sua página pessoal no Instagram, Mirtes Renata, mãe de Miguel, agradeceu o apoio à campanha realizada por ela para pressionar o TJPE a marcar a data da audiência

Diário de Pernambuco
postado em 28/09/2020 15:33
 (crédito: Leandro de Santana/Esp. DP)
(crédito: Leandro de Santana/Esp. DP)

Indiciada por abandono de incapaz com resultado morte, Sarí Corte Real, primeira-dama de Tamandaré, será ouvida na primeira audiência de instrução e julgamento, marcada para o dia 3 de dezembro. Quatro meses após a morte de Miguel Otávio, de 5 anos, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) confirmou a data, através da 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital.

A sessão começa às 9h. Durante a audiência, a acusada será interrogada e as testemunhas indicadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pela Defesa, serão ouvidas. Depois desta fase de Instrução e Julgamento, o MPPE e a Defesa deverão apresentar as alegações finais, e o Juízo profere a decisão, condenando ou absolvendo Sarí.

Em sua página pessoal no Instagram, Mirtes Renata, mãe de Miguel, agradeceu o apoio à campanha realizada por ela para pressionar o TJPE a marcar a data da audiência. "Venho agradecer a cada um que participou dessa campanha pedindo para que o pessoal da secretaria marcasse a audiência de Miguel. Quero agradecer a todos aqueles que enviaram e-mail, compartilharam, obrigada de coração a todos. Que Deus abençoe a cada um e vamos juntos em busca de justiça por Miguel", disse, através de vídeo.

O advogado de Sarí, Pedro Avelino, informou que ficou sabendo da data da primeira audiência através da imprensa. "Causa espanto para nós saber do andamento do processo em segredo de justiça pela imprensa", declarou.

O MPPE denunciou Sarí por abandono de incapaz com resultado em morte, com as agravantes de cometimento de crime contra criança e em ocasião de calamidade pública. Miguel morreu ao cair de uma altura de aproximadamente 35 metros, do nono andar do edifício Píer Maurício de Nassau, que integra um condomínio de luxo conhecimento como Torres Gêmeas, localizado no bairro de São José, área central do Recife. No dia da tragédia, 2 de junho, Sarí chegou a ser autuada em flagrante por homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 20 mil e foi liberada.

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