Crime

Preso no Rio segundo suspeito de matar padre encontrado carbonizado em Minas

Irmão do primeiro suspeito preso, de 19 anos, estava com o carro do padre Adriano, no Rio de Janeiro. Suspeita é de que veículo seria pagamento de dívida a traficante

Mateus Parreiras - Estado de Minas
postado em 17/10/2020 17:37
 (crédito: pcmg)
(crédito: pcmg)


Um jovem de 19 anos foi preso no Rio de Janeiro na noite desta sexta-feira (16) suspeito de ser o segundo responsável pela morte do padre Adriano da Silva Barros, de 36, que teve seu corpo encontrado na última quarta-feira (14), em Manhumirim, Leste de Minas Gerais.

Uma equipe da Polícia Civil de Minas Gerais foi enviada ao estado vizinho para investigar o paradeiro desse suspeito que estava com o veículo do padre, um Chevrolet Onyx. O rapaz detido na Central do Brasil é irmão de um homem de 22 anos que foi detido e confessou o crime. A alegação é de que o padre o estava devendo e por isso, ao se encontrarem, na terça-feira (13), ele resolveu matar o religioso a facadas.

No dia seguinte, para eliminar as provas do crime, o suspeito afirmou à polícia que retornou ao local do crime, um matagal em Manhumirim, onde resolveu atear fogo ao cadáver.

Um incêndio que se iniciou foi denunciado por morador local e fez com que as autoridades encontrassem o corpo, começando as investigações. De acordo com informações da Polícia Civil de Manhuaçu, a linha de investigação mais provável é a de latrocínio, que é matar para roubar. O carro serviria para quitar parte das dívidas da dupla detida com um traficante do Rio de Janeiro.

O padre Adriano pertencia à Diocese de Caratinga e era vigário da Igreja de São Simão, em Simonésia, na Região Leste de MG. No dia em que foi morto estava levando a irmã para a cidade de Reduto, na mesma região.

A equipe da delegacia de Manhuaçu realizou a prisão antes da entrega do veículo. Por esse motivo o Delegado de Manhumirim, Glaydson de Souza Ferreira, e os investigadores Maxiliano Assereuy Pedroso, Ricardo Emiliano da Silva e Luiz Fernando Lopes de Oliveira continuam na capital fluminense para buscar mais provas e investigar suspeitos.

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