Crise

Sem oxigênio em hospitais, 60 bebês serão transferidos de Manaus a São Paulo

Governo amazonense solicitou ajuda na manhã desta sexta-feira para transferir os recém-nascidos para outras unidades da federação; Sâo Paulo e Maranhão já ofereceram vagas

Correio Braziliense
postado em 15/01/2021 14:40 / atualizado em 15/01/2021 14:40
Pelas redes sociais, profissionais de saúde compartilham relatos da situação caótica no estado e pedem ajuda:
Pelas redes sociais, profissionais de saúde compartilham relatos da situação caótica no estado e pedem ajuda: "Nós estamos em uma situação deplorável", diz uma das postagens - (crédito: AFP / Michael DANTAS)

O secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disponibilizou os leitos necessários para receber os 60 bebês do estado do Amazonas que precisam de transferência imediata pela falta de oxigênio no estado. A informação foi confirmada ainda no fim da manhã pelo presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e secretário de saúde do Maranhão, Carlos Lula, à rede CNN.

Logo cedo, foi enviado um pedido para que governadores de outros estados checassem leitos disponíveis para receber os recém-nascidos. Ainda não foi definida a logística para transferir os bebês, mas o Maranhão já havia manifestado que teria cinco vagas disponíveis para assistência neonatal. O Conass ainda aguarda a resposta de outros estados.

Colapso

Essa situação é mais um efeito da falta de oxigênio que vive a cidade de Manaus desde o meio da semana. Nesta quinta-feira, todos os pacientes da ala de um hospital da cidade acabaram vindo a óbito. Internados com covid-19 já estão sendo transportados para outras regiões do país, inclusive para o Distrito Federal, que recebeu, na madrugada desta sexta-feira (15/1), mais uma das pessoas hospitalizadas em Manaus com necessidade de oxigênio.

A situação no Amazonas vinha se agravando desde o início de dezembro de 2020. Logo no segundo dia deste ano, Ministério Público do Estado, do Ministério Público do Trabalho, da Defensoria Pública da União e da Defensoria Pública do Estado enviaram uma recomendação conjunta ao governo local pedindo o fechamento do comércio.

Contudo, a situação seguiu se agravando. Na última quinta-feira (14/1), o governador do estado, Wilson Lima (PSC), uma série de medidas para conter o avanço das infecções pelo novo coronavírus. Com toque de recolher das 19h às 6h, o decreto é uma “medida extrema”, segundo declarou o mandatário.

 

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