CASO HENRY BOREL

Monique sobre Jairinho: 'ruim, doente, psicopata e esquizofrênico'

Em trechos de carta divulgada pela defesa da professora Monique Medeiros, mãe do menino, ela reforça que não sabia do que acontecia em casa e afirma que faria tudo para ter o filho vivo

Presa desde 8 de abril, a professora e mãe do menino Henry Borel, a professora Monique Medeiros escreveu uma nova carta, mas, desta vez, fez ataques diretos ao vereador Dr. Jairinho. Na carta, ela afirma que o parlamentar é um "psicopata" e sustenta que “não sabia o que estava acontecendo”. Após concluir o inquérito que investiga a morte do menino Henry, a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou nesta segunda-feira (3/5), Monique e Jairinho por homicídio duplamente qualificado, com impossibilidade de defesa da vítima, e tortura. Agora, o inquérito será analisado pelo Ministério Público, que pode ou não prosseguir com a denúncia oficial dos suspeitos.

Monique afirma no texto que Jairinho é um "homem ruim, doente, psicopata e esquizofrênico". A professora já havia escrito outras quatro cartas: uma para Leniel Borel, pai de Henry; outra para o delegado Henrique Damasceno, responsável pelo caso; outra relatando brigas entre ela e o vereador; e a última, uma continuação da carta divulgada no dia 25 de abril.

Na carta para o ex, Leniel, pai do menino que faria cinco anos nesta segunda-feira (3/5), a professora menciona que o engenheiro foi casado com ela por oito anos e "sabia exatamente" a pessoa que ela era, a família de onde veio, os princípios que carrega e a “mãe dedicada” que foi para o filho. “Você, mais do que ninguém, sabe a mãe que sempre fui para o nosso Henry”, escreveu. E continua: "Se eu pudesse voltar atrás, fazer tudo novo, para tê-lo conosco. Até no fundo da casa dos meus pais, tendo uma vida simples, mas com o sorriso dele iluminando todas as nossas manhãs, eu faria. Faria tudo diferente”.

Monique termina a carta pedindo perdão ao ex-marido. “Me perdoe por não ter sido mais do que eu pude ser. Para você e para ele”. A carta é assinada com “Nique”, como Leniel a chamava. O texto dirigido ao pai da criança teria sido escrito no dia 26 de abril, quando ela ainda estava em uma cela isolada do Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, após ter sido diagnosticada com covid-19. A professora está atualmente no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Cassação de Dr. Jairinho

Após todas as denuncias contra Dr. Jairinho, a Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal do Rio, o órgão responsável por aceitar ou rejeitar denúncias contra os vereadores, decidiu por unanimidade aceitar a cassação do mandato de Jairo Souza Santos Júnior. A sessão entre os três membros da comissão, os vereadores Inaldo Silva (Republicanos), Alexandre Isquierdo (DEM) e Doutor Gilberto (PMN), foi realizada às 14h30 desta segunda-feira.

Neste momento, o caso voltará para o Conselho de Ética, haverá o sorteio do relator e um prazo de 45 dias para ouvir o vereador e as testemunhas de forma escrita ou representados pelos seus advogados. Depois, o caso segue para o plenário, com voto aberto de pelo menos dois terços dos vereadores.

*Estagiárias sob a supervisão de Andreia Castro

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