CIÊNCIA EM RISCO

Apagão: plataformas do CNPq estão há nove dias fora do ar

Cientistas em todo país se preocupam com a derrubada dos sistemas. Órgão afirma que há backup das informações

Correio Braziliense
postado em 03/08/2021 06:00
 (crédito:              Reprodução/Internet                       )
(crédito: Reprodução/Internet )

Os sistemas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre os quais as plataformas Lattes e Carlos Chagas, seguem fora do ar há nove dias. O “apagão” gera preocupação em cientistas em todo o país, que temem perda de dados e atrasos na liberação de auxílios. O CNPq, por outro lado, afirma que há backup das informações e que os pagamentos dos bolsistas estão garantidos.

Em nota publicada ontem, o conselho informou que a verificação completa no equipamento que apresentou os problemas responsáveis pelo apagão dos sistemas continua em andamento. Anteriormente, havia uma previsão de retomada do funcionamento também ontem. “Essa verificação envolve uma série de testes, que foram realizados ao longo de todo final de semana, com pontuais instabilidades que estão sendo ajustadas para restabelecer a capacidade completa do storage”, disse o CNPq.

A comissão ressaltou, ainda, que, para garantir a segurança, a estabilidade e o bom funcionamento do equipamento, optou por estender os testes até ser possível oferecer um cenário seguro para a disponibilização dos sistemas. Não especificou, porém, qualquer previsão de conclusão desses testes.

Ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o CNPq é uma entidade responsável pelo fomento à pesquisa e pelo pagamento de bolsas a cientistas brasileiros. Cerca de 80 mil pesquisadores brasileiros são financiados com recursos do conselho.

Os sistemas da entidade dão acesso aos currículos Lattes de milhares de pesquisadores, documentos usados para concorrer a bolsas e pleitear recursos para projetos, e são utilizados para gerenciar uma plataforma para pagamento de bolsas aos cientistas, a Carlos Chagas. Pesquisadores têm relatado problemas no acesso aos sistemas desde o dia 24 de julho.

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