Mistério

Mulher em coma há 21 anos pode ser menina sequestrada no Espirito Santo

Conhecida como Clarinha, ninguém sabe a verdadeira identidade dela; novas evidências apontam que ela pode ser criança de 1 ano e 9 meses que sumiu em 1976

Thays Martins
postado em 05/08/2021 11:56
 (crédito: Esther Radaelli/TV Gazeta)
(crédito: Esther Radaelli/TV Gazeta)

Um mistério de duas décadas pode estar perto de ser solucionado. Uma mulher internada em estado vegetativo há 21 anos pode ser uma menina desaparecida em 1976 enquanto passava férias no Espírito Santo. Conhecida como Clarinha, a mulher está em coma desde que sofreu um atropelamento em junho de 2000. 

Agora, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) investiga se ela seria uma menina mineira sequestrada em 1976, em Guarapari. Na época, ela tinha 1 ano e 9 meses e passava férias com a família no Espírito Santo.

A menina sumiu enquanto brincava na praia. O irmão dela jogou uma bola e ela foi buscar. Depois disso, ela não foi mais vista. Os pais chegaram a ver uma Kombi branca que eles acreditam ter sido o veículo que levou a criança.

A suspeita de que Clarinha possa ser a criança veio depois que uma equipe de papiloscopistas usou um processo de comparação facial, com buscas em bancos de dados de pessoas desaparecidas que tivessem semelhança com a mulher internada.

Agora, a Ministério Público enviou o material genético de Clarinha para a Polícia Civil de Minas Gerais que fará a comparação com o perfil genético dos pais da menina.

O que se sabe sobre Clarinha

A mulher deu entrada no Hospital São Lucas, na capital do Espírito Santo, em 2000 após ser atropelada. Segundo testemunhas relataram na época, ela tinha cerca de 25 anos e fugia de um perseguidor não identificado.

Clarinha chegou a unidade sem documento e desacordada. Um ano depois, foi transferida para Hospital da Polícia Militar, onde segue internada desde então.

Foram feitas diversas tentativas de identificação nos 20 anos que se passaram, mas todas sem sucesso. De acordo com MPES, Clarinha aparenta ter 40 anos, idade compatível com a da criança desaparecida.

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