Violência

Homem estupra a própria enteada de 12 anos desde os 8 e ainda finge ser policial

O autor também é suspeito de outros crimes, como tráfico de drogas. O caso ocorreu em Minas Gerais

Ivan Drummond - Estado de Minas
postado em 27/10/2021 21:47
A delegada Ariadne Elloise Coelho comandou as investigações que levaram à apreensão de equipamento falso da Polícia Civil -  (crédito: PCMG/Divulgação)
A delegada Ariadne Elloise Coelho comandou as investigações que levaram à apreensão de equipamento falso da Polícia Civil - (crédito: PCMG/Divulgação)

Foi preso, nesta quarta-feira (27/10), pela Polícia Civil, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um homem de 42 anos. Ele é acusado de estupro de vulnerável, e tinha como vitima a enteada, hoje com 12 anos - que era violada desde os oito. O homem também é autor de outros crimes, como se passar por policial civil e tráfico de drogas.

As investigações foram conduzidas pela equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Betim, que apurou, inicialmente, que o suspeito praticava atos libidinosos diversos contra a vítima, desde que ela tinha oito anos. Quando ela completou 10 anos, o homem teria mantido relações sexuais com ela, pela primeira vez.


Ouvida pelos policiais, a vítima contou que recebia ameaças de agressão por parte do abusador, e que recebia presentes e dinheiro do suspeito, para que não revelasse o que ele chamava de segredo.
Depois de ouvirem a vítima, ela foi encaminhada a uma unidade médica, onde foi feito o procedimento pericial e recebeu, também, atendimento médico. A menina passa, a partir de agora, a receber acompanhamento psicológico em razão das dificuldades de dormir e comer, por medo do suspeito.

Falso policial

Ao ouvirem a mãe da menina, ex-companheira do suspeito, ela disse aos policiais não ter conhecimento dos abusos, que sempre ocorriam no período em que ela estava trabalhando.

Segundo a delegada Ariadne Elloise Coelho, titular da Deam em Betim e responsável pelo inquérito policial, a mãe da adolescente disse em seu depoimento que o investigado se identificou, durante todo o relacionamento, como policial civil.


“Ela informou que o suspeito tinha vestimenta, usava arma na cintura e portava distintivo, além de falar que atuava como advogado, instrutor de autoescola e vigilante. Assim que denunciou sobre o abuso sexual contra a filha, a ex-companheira começou a ter muito medo, porque ele passou a procurá-la, inclusive no serviço, enviando mensagem e ligando para conversar sobre a situação”, conta a delegada.


A mulher contou que durante os levantamentos policiais, a equipe identificou diversas imagens do investigado ostentando arma de fogo e utilizando o uniforme da Polícia Civil.


“Considerando que o suspeito não é policial e não tem porte ou posse de arma de fogo, e ao que tudo indica utilizou-se indevidamente da profissão, sobretudo como manobra de poder e obtenção de vantagem, e diante da insistência em fazer contato com a mãe da vítima, representou-se pela prisão preventiva e busca e apreensão de armas e outros objetos”, explica a delegada Ariadne.


No cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, foram encontradas vestimentas e brasões da Polícia Civil, arma de fogo, inúmeras carteiras de outras profissões, R$ 5 mil em dinheiro e drogas, razão pela qual ele foi preso em flagrante, também, por tráfico de entorpecentes. O homem foi indiciado e será encaminhado ao sistema prisional.

 

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