Feminicídio

Briga de vizinhos: adolescente de 13 anos mata mulher a facadas

Segundo o menor, ele estava comendo manga quando a vítima passou e começou a ofendê-lo e xingá-lo; desavenças são antigas por causa de disputa por terreno

Um briga entre vizinhos, que disputam um terreno na zona rural de Coluna, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, é apontada como causa do assassinato de uma mulher, C.C.R., de 41 anos por um adolescente, identificado pela polícia pelas iniciais L.O.C., de 13 anos. O crime ocorreu na Rua Córrego do Japão, sem número.

Segundo relatos dos policiais militares que estiveram no local, a perícia comprovou que a mulher levou cinco facadas, uma no peito e quatro nas costas. Na casa próxima estava o agressor, que aguardava, junto com seus pais e duas irmãs, pela chegada da PM.

O adolescente contou aos policiais que estava debaixo de uma mangueira próxima do local onde estava o corpo, chupando manga. Tinha nas mãos uma faca, que usava para cortar a fruta.

Foi quando a mulher passou e começou a xingá-lo e provocá-lo, fazendo uma filmagem pelo celular.

Segundo a mãe do adolescente, a mulher tinha o hábito de passar na porta de sua casa e gritar e xingar, além de jogar pedras.

O agressor teria ficado quieto, fingindo que nada acontecia, o que teria irritado a mulher, que partiu para cima do menor, que, para se defender, teria desferido os golpes de faca.

Ao ver a mulher caída, ensanguentada, o adolescente correu para casa, pegou as irmãs, de 11 e 15 anos, e fugiu para a roça, onde seus pais plantavam milho, distante 3,5 quilômetros.

Quando se encontraram com os pais, o adolescente contou o que havia acontecido e os pais resolveram retornar à casa e chamar a PM. O menino contou que jogou a faca usada no crime num rio que passa nas proximidades.

Ao ser levado para a delegacia de São João Evangelista, o adolescente passou mal, pois estava bastante nervoso. Foi então levado para o hospital local.

Segundo apurado pelos policiais civis, as duas famílias são inimigas por causa da disputa pela posse de um terreno. Outros atritos já foram registrados pela polícia, e muitas vezes, a mulher que faleceu estaria envolvida.

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