COVID-19

Cruzeiros: início da temporada é adiado novamente e deixa setor instável

Em razão do novo ciclo pandêmico, setor de cruzeiros muda data de continuidade das atividades mais uma vez, passando para dia 4 de fevereiro. Anvisa recomendou, na quarta-feira (12/1) a suspensão definitiva da temporada

Tainá Andrade
postado em 13/01/2022 16:34 / atualizado em 13/01/2022 16:38
 (crédito: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
(crédito: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)

A temporada de cruzeiros no Brasil sofreu mais uma prorrogação de suspensão para continuar a temporada 2021-2022 nesta quinta-feira (13/1). A data de retorno das atividades passou, voluntariamente, de 21 de janeiro para 4 de fevereiro, segundo a Clia Brasil, associação internacional que representa grupos como MSC e Costa.

Com temporada iniciada em novembro e autorizada pelo governo federal desde um mês antes, a decisão foi tomada após o pedido da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao governo para que o setor de cruzeiros encerrasse as atividades definitivamente em 2022, diante do aumento de novos casos de coronavírus.

A Clia argumentou que o setor é o único segmento que exige 100% dos protocolos sanitários — como vacinação e testes — antes do embarque de passageiros e tripulantes. “No Brasil, os protocolos exigem que todos os hóspedes estejam com o ciclo vacinal completo, apresentem testes negativos antes do embarque, testagem contínua a bordo, uso de máscaras, distanciamento social e menor ocupação dos navios, entre outros protocolos”, escreveu, em nota.

Estender a suspensão implicaria ao setor alinhar as discussões com as autoridades competentes para normalizar as atividades. Para essa temporada, o segmento estimava transportar 370 mil turistas, mesmo com limite de taxa de ocupação de até 75%. Em 2019/20 foram 470 mil.

Antes da paralisação, o previsto era movimentar R$ 1,7 bilhão na economia, além da geração de 24 mil empregos. A partir de agora, o cenário está incerto para o ramo.

 

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