ESPERANÇA DE PRESERVAÇÃO

Vídeo: Nova onça-pintada é vista pela 1ª vez na região de Foz do Iguaçu

O aparecimento da onça demonstra que a reserva ambiental tem êxito ao proporcionar um habitat com o que é necessário para a espécie sobreviver — e se reproduzir

Talita de Souza
postado em 26/01/2022 17:26
Uma nova onça-pintada foi vista, nesta terça-feira (26/1), no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR) -  (crédito: Projeto Onças do Iguaçu)
Uma nova onça-pintada foi vista, nesta terça-feira (26/1), no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR) - (crédito: Projeto Onças do Iguaçu)

Boas notícias: uma nova onça-pintada foi vista, nesta terça-feira (25/1), no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), e representa o aumento da espécie que é ameaçada de extinção. Câmeras de monitoramento do local, administradas pelo Projeto Onças do Iguaçu (é possível acompanhar o trabalho do grupo neste link), registraram o momento em que o animal, que é um macho, se aproxima e cheira uma árvore. Veja o registro divulgado pelo projeto:

“Esse macho, aparentemente jovem, nunca havia sido registrado antes no Brasil ou Argentina (locais monitorados pelo projeto). No vídeo, ele aparece conferindo os “cheiros” em uma peroba-rosa, árvore utilizada por outras onças pardas e pintadas como arranhador”, divulgou o grupo de biólogos que fazem parte do projeto.

O grupo reconhece um novo animal pelo padrão das manchas na pele. Cada onça apresenta um formato e uma quantidade de manchas, uma espécie de impressão digital humana. Por meio de 60 câmeras instaladas, os especialistas analisaram e perceberam que o macho era visto pela primeira vez no local.

Para os biólogos, o aparecimento da nova onça demonstra que a reserva ambiental, o Parque Nacional do Iguaçu, tem êxito ao proporcionar um habitat com o que é necessário para a espécie sobreviver e se reproduzir e, assim, conseguir conservar a espécie.

Desde 2020, ano de criação do Projeto Onças do Iguaçu, foram registradas 26 onças-pintadas no Parque Nacional de Foz do Iguaçu — 15 foram vistas pela primeira vez no Brasil e na Argentina. O país vizinho, aliás, também faz parte do Parque e, por isso, biólogos argentinos também fazem parte do projeto de preservação, que produz censos, estudos e ações de conscientização com moradores da região.

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