Vacinação infantil

Tabela que coloca em dúvida segurança de vacinas é retirada de nota da Saúde

Mudança foi feita em nota técnica da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE) que rejeitou o protocolo contrário ao uso do chamado kit covid no tratamento do coronavírus

Maria Eduarda Cardim
postado em 26/01/2022 14:27 / atualizado em 26/01/2022 17:48
 (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O Ministério da Saúde retirou nesta quarta-feira (26/1) a tabela que colocava em dúvida a segurança e a efetividade das vacinas contra covid-19 da nota técnica publicada na última semana. A nota justifica a portaria que defendeu a manutenção do chamado kit covid, que contém medicamentos reconhecidamente sem eficácia contra o novo coronavírus, no tratamento de pacientes infectados. 

A parte do documento que suscitava dúvidas a respeito dos imunizantes contra a doença é uma tabela que comparava informações de diferentes tecnologias utilizadas na prevenção e no tratamento do vírus.

A tabela em questão indica que estudos demonstraram haver efetividade e segurança no uso de hidroxicloroquina no tratamento contra a covid-19, hipótese já amplamente discutida e descartada pela comunidade científica.

A informação dada era de que os imunizantes não possuem a efetividade e nem a segurança demonstradas em estudos, o que não é verdade. Todos as vacinas aplicadas no Brasil foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e passaram por estudos prévios.

Tabela de nota técnica do Ministério da Saúde
Tabela de nota técnica do Ministério da Saúde (foto: Reprodução)

Orientação ignorada

A tabela foi retirada do documento. No entanto, a decisão de rejeitar a orientação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec) para não utilizar medicamentos do chamado kit covid para tratamento em pacientes do SUS infectados com a covid-19 permanece.

Na prática, a decisão mantém o país sem uma recomendação oficial de como atender aos pacientes infectados, após quase dois anos de pandemia.

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