IGREJA CATÓLICA

Papa Francisco demite padre acusado de abuso sexual no interior de São Paulo

Quatro coroinhas, entre adolescentes e crianças, teriam sido abusados sexualmente pelo religioso entre 2002 e 2003

Karolini Bandeira*
postado em 11/03/2022 16:43 / atualizado em 11/03/2022 16:50
Pedro Leandro Ricardo foi demitido pelo Papa Francisco e não pode mais ministrar missas -  (crédito:  Allisson Roberto)
Pedro Leandro Ricardo foi demitido pelo Papa Francisco e não pode mais ministrar missas - (crédito: Allisson Roberto)

Sob a acusação de abusar sexualmente de coroinhas, o padre Pedro Leandro Ricardo, que exercia a função no interior de São Paulo, foi demitido pelo Papa Francisco do estado clerical. A decisão foi divulgada em comunicado pela Diocese de Limeira, nesta sexta-feira (11/3).

"A partir da data de hoje, após a devida notificação, o senhor Pedro Leandro Ricardo não poderá mais exercer, válida e licitamente, o ministério sacerdotal", informa nota do bispo José Roberto Fortes Palau. Ainda segundo a nota, a decisão foi adotada “para o bem da Igreja” após procedimento canônico próprio.

Pedro Leandro Ricardo é acusado de atentado violento ao pudor contra, ao menos, quatro ex-coroinhas – três adolescentes e uma criança. Os crimes supostamente aconteceram entre 2002 e 2003 em igrejas nas cidades paulistas de Araras, Limeira e Americana.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público em dezembro de 2019. Segundo o MP, Pedro Leandro usou de sua "ascendência sobre as vítimas, em diversas oportunidades, mediante violência e grave ameaça, para praticar atos libidinosos contra a dignidade sexual".

Abuso de menores

Os coroinhas disseram ter sido vítimas do religioso entre 2002 e 2003, quando eram menores de idade. Na época, um deles tinha 11 anos.

Uma das vítimas relatou que teve relações sexuais com o padre na casa paroquial onde o religioso morava. O caso repercutiu e, em 2019, um coroinha decidiu falar com mais detalhes sobre os abusos. "Ele deslizava a mão assim na perna. E, na volta, já deu uma escorregada maior, já meio que apalpou mesmo o meu órgão genital", relatou.

Em 2020, a Justiça de Araras acatou as denúncias do MP. Todos os processos ainda estão em andamento.

*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes

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