CB.Saúde

Médica indica exame preventivo para câncer colorretal após os 45 anos

Diante de famosos que desenvolveram o câncer colorretal, como Pelé e a cantora Preta Gil, a médica informa que o ideal para se iniciar a prevenção é a partir de 45 anos de idade

Pedro Marra
postado em 20/01/2023 03:55
 (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)

Para analisar as formas de monitoramento do câncer colorretal e como identificar as anomalias no corpo, o programa CB.Saúde — parceria do Correio com a TV Brasília — recebeu, ontem, a médica oncologista Brenda Gumz, especialista na doença no Hospital Sírio-Libanês, unidade da capital federal. Na conversa com a jornalista Carmen Souza, a médica falou sobre o preconceito em torno da colonoscopia. O exame facilita o rastreamento do tumor no corpo antes de apresentar piora. "Muita gente negligencia e deixa para depois, achando que é perigoso. Mas é muito importante, eficiente e trata", disse ela.

Diante de famosos que desenvolveram o câncer colorretal, como Pelé e Roberto Dinamite — mortos recentemente em decorrência da doença — e a cantora Preta Gil, a profissional de saúde informa que o ideal para se iniciar a prevenção é a partir de 45 anos de idade, e isso vale tanto para homens quanto para mulheres. "Quando você detecta um pólipo em um exame de colonoscopia, no mesmo exame o médico pode tirá-lo e mandá-lo para a biópsia, e isso pode ser curativo. Esse pólipo sai inteiro, vai para o patologista avaliar, e você corta o mal pela raiz", assegura Brenda.

A oncologista sugere que o paciente deve avaliar com o médico a periodização dos exames conforme os fatores de risco para a doença, como obesidade e tabagismo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer colorretal é o terceiro mais frequente no Brasil. No DF, a estimava é que sejam diagnosticados, em média, dois casos por dia ao longo deste ano.

Brenda afirma que, em função do aumento dos casos, o importante é focar em prevenção. "Para quem tem 45 anos, que ainda não fez a colonoscopia, convenço a fazer o exame. É um preparo enjoado, mas vale muito a pena. Pelo fato de os aparelhos terem se modernizado muito, o exame consegue identificar pólipos pequenos, e isso deixa o paciente com a lesão tratada", incentiva.

Uma alimentação saudável, rica em fibras, frutas e proteínas de origem animal também é essencial para evitar a doença. O tumor de colorretal surge, geralmente, em glândulas da mucosa do intestino grosso. A profissional diz que, nessa região, o corpo absorve água do bolo fecal, e esse tecido tem contato com tudo que o nosso corpo absorve de alimentos. "Temos que ter cuidado com o que a gente come porque há fibras que aderem a substâncias que acabam nos protegendo desses tóxicos que ingerimos. O jeito é evitar o consumo excessivo de gorduras e alimentos ultraprocessados. O equilíbrio é uma boa palavra", completa.

Diante da previsão do Inca de que o Brasil deve registar 46 mil pessoas com diagnóstico positivo do câncer colorretal neste ano, Brenda lembra que a descoberta da doença está longe de ser uma sentença de morte. "Temos 80% a 90% de cura de um tumor, e isso é muito bom. Peço que as pessoas não fiquem com medo de ir ao médico, não tenham medo da cirurgia, porque o que temos hoje de evolução da doença traz cura para grande parte das pessoas com o diagnóstico", observa.

Notícias pelo celular

Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.


Dê a sua opinião

O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.

CONTINUE LENDO SOBRE