Investigação

PF faz busca e apreensão contra alvos que tentaram invadir sede da corporação

Segunda fase da Operação Nero investiga sequência de atos antidemocráticos contra o resultado das eleições de 2022

Bolsonaristas tentaram invadir a sede da PF, em Brasília, no dia 12 de dezembro de 2022, com o objetivo de resgatar um indivíduo, de origem indígena, detido pela instituição -  (crédito:  EVARISTO SA/AFP)
Bolsonaristas tentaram invadir a sede da PF, em Brasília, no dia 12 de dezembro de 2022, com o objetivo de resgatar um indivíduo, de origem indígena, detido pela instituição - (crédito: EVARISTO SA/AFP)
postado em 29/02/2024 11:12

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29/2) a segunda fase da Operação Nero, que investiga a tentativa de invasão à sede da corporação, em Brasília, no dia 12 de dezembro de 2022, em uma sequência de atos antidemocráticos contra o resultado das eleições.

O objetivo da ação é aprofundar as investigações para a identificação dos envolvidos na tentativa de invasão do local e dos suspeitos de dano e incêndio generalizados em face do patrimônio público e privado.

A PF informou que estão sendo cumpridos quatro mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Rondônia, São Paulo e no Distrito Federal.

Resgate frustrado e incêndio

Na data dos ataques, os suspeitos tentaram invadir a sede da Polícia Federal com o objetivo de resgatar um indivíduo, de origem indígena, detido pela instituição. Além do ataque à sede da PF, os extremistas iniciaram uma série de atos de vandalismo em Brasília, incluindo a depredação da 5ª Delegacia de Polícia Civil, na Asa Norte, e incêndios provocados em ônibus coletivos e veículos particulares.

"Os crimes objetos da apuração são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão", informaram os investigadores.

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