
O padre José Luciano Jacques Penido, considerado o missionário redentorista mais longevo do Brasil, morreu na noite sexta-feira (9/1), aos 103 anos, no Rio de Janeiro. O sacerdote morreu por volta das 18h, na Comunidade Santo Afonso, na Tijuca, onde residia e mantinha vínculo pastoral.
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Com 83 anos de vida religiosa e 78 anos de sacerdócio, padre Penido dedicou toda a trajetória à Congregação do Santíssimo Redentor. Reconhecido pela longevidade e pela fidelidade à missão redentorista, ele construiu uma carreira marcada pela evangelização, pelo serviço comunitário e pela preservação da memória histórica.
O velório, a missa de corpo presente e o sepultamento ocorreram na manhã de domingo (11/1), na Capela Mortuária do Cemitério da Paróquia da Glória, em Juiz de Fora (MG). A cerimônia reuniu sacerdotes, religiosos, autoridades e fiéis, que prestaram as últimas homenagens ao missionário.
Durante o velório, o pároco da Paróquia Santo Afonso, no Rio de Janeiro, padre Sérgio Luiz e Silva, contou que o sacerdote morreu às 17h59, um minuto após rezar por a última Ave-Maria.
Além da atuação pastoral, padre Penido foi fundador do Museu do Escravo, em sua cidade natal, Belo Vale (MG), iniciativa voltada à preservação da memória histórica e social do país. Representantes do município e da instituição participaram da cerimônia fúnebre.
O sepultamento ocorreu ao meio-dia e foi marcado pelo toque dos sinos da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória e pela entoação de cânticos religiosos, em homenagem à longa trajetória do sacerdote. O corpo foi enterrado no Jardim da Ressurreição, cemitério redentorista da antiga Província do Rio, ao lado de outros missionários da congregação.
Em reconhecimento à dedicação à vida religiosa, o padre recebeu, em 2022, uma bênção apostólica do papa Francisco, antes de completar 100 anos. Também foi homenageado com uma carta do Superior Geral dos Redentoristas, destacando sua fidelidade e contribuição à congregação.
Antes da despedida em Juiz de Fora, o sacerdote foi velado e recebeu missas na Paróquia Santo Afonso, na Tijuca, onde atuava e mantinha laços com a comunidade.

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